Luísa Aranha

Luísa Aranha é gaúcha, nascida em Porto Alegre. Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Pampa e autora do blog Causos & Prosas.

No meio do caminho sempre existe amor

Uma análise sobre o livro no Meio do caminho tinha um amor, do escritor, jornalista e blogueiro Matheus Rocha, que através de crônicas, nos faz acompanhar sua jornada do término de um relacionamento e seu sofrimento até o encontro de um novo amor, e os relacionamentos que todos nós vivemos e buscamos na vida.


No meio do caminho tinha um amorA minha leitura do último final de semana foi o livro de crônicas “No meio do caminho tinha um amor” do jornalista e blogueiro Matheus Rocha. E antes que vocês parem de ler este artigo por preconceito com livros de blogueiros eu vos informo: O livro é excelente.! E o blog também. No Neologismos Rocha fala sobre amor, vida, futuro, presente, apoio emocional e sentimentos, com textos simples e profundos.

Em No meio do caminho tinha um amor, através de crônicas, Matheus (ou Math como ele gosta de ser chamado) narra o fim de um relacionamento e todos os esgotamentos emocionais que passamos quando algo acaba até o encontro de um novo amor, transitando por um período de autoconhecimento e autodestruição de conceitos, paradigmas e máscaras de proteção que nós mesmos criamos.

Math vive seus 20 e poucos anos e talvez, por isso e pelas suas experiências amorosas o livro se torna intenso e ao mesmo tempo clichê (mas num bom sentido!). Quem de nós, quando dos seus 20 e poucos, não se desiludiu amorosamente e pensou que o mundo, ou melhor, o amor não era coisa para nós? Quais as pessoas no mundo que nunca sofreram por amor? Nunca amaram sozinhas? Nunca passaram por um relacionamento em que somente a gente fazia força e questão de levar a diante? E quem de nós, depois de um período estranho não se apaixonou mais uma vez. E outra, e mais outra e, talvez, uma infinidade de outras vezes, até conhecer a pessoa certa (ou que a gente ache que é a certa?)

Eu me identifiquei com o livro, com as crônicas, com a história e me conectei com os sentimentos. De certa forma, fiz uma viagem no tempo e lembrei de algumas relações que tive e que não deram certo, que me destruíram e depois serviram pra me deixar mais forte. E não é isso que as experiências de vida fazem conosco?

E me dei conta que milhares de pessoas, entrando na fase adulta, estão passando pelas mesmas descobertas nesse momento. Enquanto eu escrevo, alguém terminou um relacionamento, alguém, está deitado em uma cama, soluçando abraçado em um travesseiro e alguém está pensando que nunca mais vai amar de novo. Por isso é clichê. E por isso é tão especial. Se quando eu passei por tudo isso alguém ousasse me dizer que era uma questão de tempo eu seria capaz de matar essa pessoa. Porque meu sofrimento era real. As dores de amor, são capazes de doer de verdade, fisicamente, no coração. E hoje estou aqui. Viva, intensa, amando e feliz. Superei aquela dor, me apaixonei várias outras vezes, vivi outros rompimentos e um dia encontrei alguém com quem eu realmente queria somar a vida (porque essa coisa de dividir da a sensação de perda e amar é somar) e cá estamos somando até hoje e já multiplicamos também, com dois filhos lindos.

É que no meio do caminho sempre existe um amor. Você queira ou não. Um não, vários. No meio do caminho existe amor. Amor puro, verdadeiro, intenso e feliz. Porque amor é muito mais do que encontrar alguém para beijar, abraçar, namorar e casar. Amor é estar vivo, vivendo, fazendo a diferença para alguém. Amor é ser você, enxergar o mundo e ver no que da pra contribuir. Amor é entender que, independente, do caos ao seu redor, você é especial. No meio do caminho existe um amor ou vários. Mas o primeiro amor que a gente precisa encontrar é o amor próprio. E aí, tudo fica diferente.


Luísa Aranha

Luísa Aranha é gaúcha, nascida em Porto Alegre. Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Pampa e autora do blog Causos & Prosas. .
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