Ester Chaves

Ester Chaves é uma escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais. Já teve textos publicados em jornais e revistas. Em junho de 2016, teve o conto “Os Voos de Josué” selecionado na 1ª edição do Prêmio VIP de Literatura, da A.R Publisher Editora.

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    Dormir no sofá é retiro espiritual para quem já desistiu de sonhar ao lado de alguém

    "Quem deixou de amar e está saindo de um relacionamento, usa qualquer atrito para embasar a decisão de ir embora. Tem por hábito dizer para o outro o que mais o irrita, depois sai de perto. Age como se a reação fosse um ataque de fúria desnecessário. Não bastasse a mágoa exposta no coração do outro, ainda se transforma num chato, num incendiário de memórias, num corruptor de emoções".

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    Engenhosidade poética e liberdade artística: a música de Mila Cavalhero

    Em tempos de espaços transitórios, nichos virtuais onde as obras artísticas se proliferam numa velocidade espantosa, é natural que algumas coisas importantes escapem. Porém, é quase impossível escutar esta voz sem esboçar um sorriso, cantar junto ou ser fisgado por ela.

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    “Não adianta, quando uma coisa te faz mal, dificilmente ela volta a te fazer bem”.

    “Não adianta, quando uma coisa te faz mal, dificilmente ela volta a te fazer bem”. Fernanda Estellita

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    Não era para ser. Aceita que dói menos.

    "A gente tem mania de projetar os próximos passos como se tivesse controle de tudo. Não temos. Temos só a ilusão de que estamos no controle. Mas podemos descartar o que não cabe mais no peito nem na vida. Quantas vezes fizemos tudo certo e no final deu errado? Algumas, né? Bate uma puta raiva na hora, mas depois a gente aceita que foi como era para ser. Era o que tinha para acontecer naquele momento. Isso não é sobre destino, acaso ou qualquer teoria mirabolante".

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    O tempo é igual para todos, as prioridades é que mudam

    "Por mais que o tempo seja escasso e nos roube o humor em certas ocasiões, nada nos impede de dar atenção às pessoas que nos cercam e têm relevância em nossa vida. Fazemos isso o tempo todo, seja numa ligação longa, quando há uma brecha disponível ou só para dizer um olá, no intervalo da realização de um trabalho cotidiano. Quem está do outro lado, agradece o gesto de consideração e afeto, sabe que o cuidado importa".

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    A vida não para enquanto abrimos baús e lamentamos as oportunidades perdidas

    "A visita moderada ao passado será benéfica em alguns momentos. Rebobinaremos instantes de alegrias, dores e perdas. As fisgadas da saudade estarão em cada memória revisitada, mas será apenas isso. Um tour com hora certa para acabar. A referência ao passado será apenas um ponto temporário no vasto mapa do ser, aquele aceno tímido no retrovisor da vida que não para enquanto abrimos baús e lamentamos as oportunidades perdidas".

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    Alguém vai dizer que o amor deles não era amor

    "O amor deles acabou.

    Alguém vai dizer que o amor deles não era amor. Que o amor verdadeiro não acaba, mas nada permanece sem manutenção. Os edifícios sem a devida inspeção, despencam. As pontes apresentam fissuras e se não houver reforço nos alicerces, em pouco tempo, estarão no chão. Assim acontece no relacionamento amoroso, a estrutura construída diariamente, sem respeito e afeto começa a dar sinais de desgaste".

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    Alguns términos são verdadeiras provas de amor

    "Há histórias que só acontecem uma única vez. Dentro delas, as pessoas estão intactas, maravilhosas, vestidas naquele mistério que um dia nos cativou e nos fez amá-las intensamente. É errado lembrar? Não. Mas é angustiante permanecer numa cena que é só memória. Que não vai voltar. Nós mudamos e as pessoas também. Cabe a nós, a lembrança, a saudade sem dor. A recordação sem o desejo de recuperar aquela pessoa tal como era e trazê-la para o convívio que não é mais o mesmo porque já estamos em outra frequência emocional..."

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    Sou de dar o coração antes do corpo, a alma inteira antes do sorriso

    "Sou de dar o coração antes do corpo, a alma inteira antes do sorriso. De bandeja, ofereço os bons sentimentos, porque são eles que me regem e fazem maior, que me tiram do limbo egoísta de pensar somente no que posso ganhar".

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    O frio é o cupido atento que se aproveita da fragilidade dos corpos para aproximar as almas

    "O frio sempre joga a favor da união do casal. Qualquer esbarrão é motivo para oferecer abraço e inaugurar uma nova lua de mel. Qualquer caminhada é pretexto para entrelaçar os dedos. O frio é o cupido atento que se aproveita da fragilidade dos corpos para aproximar as almas".

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    Amar, às vezes, significa aprender a aceitar o fim

    "Quem ama revisita o passado, incansavelmente, até se dar conta que não dói mais. A lembrança é um mausoléu a céu aberto. Quem visita sem sofrer, sabe que está pronto para amar novamente".

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    A gente tem mania de enxergar amor onde não existe

    "O amor não é essa coisa toda que muitos falam.
    É essa coisa toda que poucos fazem".

    (Lucão)

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    A maturidade nos ensina a reordenar as prioridades e colocar cada coisa em seu devido lugar

    “A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura”.

    (Lya Luft)

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    Para ser o amor do seu amor, primeiro seja amigo

    "Basta um livro que eu leio hoje
    E que você um dia também leu
    Um sapato antigo que eu tinha
    E que combina tanto com o seu
    Coisas que a gente nem pensa
    Que são tão imensas, são parte de nós
    Fotos e bilhetes, quando estamos sós
    Juntos numa mesma voz..."

    "Coisas" - Ana Carolina|Sal Da Vinci

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    A gente se despede quando percebe que não faz mais sentido ficar

    “A gente se despede quando percebe que não faz mais sentido ficar se o coração do outro só se ressente, não perdoa e não ama mais. A gente se resgata indo embora sem olhar para trás, sem tentar lembrar que partir pode ser um erro imperdoável, mas que ficar não pode ser mais nada”.