Ester Chaves

Ester Chaves é uma escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais. Já teve textos publicados em jornais e revistas. Em junho deste ano, teve o conto “Os Voos de Josué” selecionado na 1ª edição do Prêmio VIP de Literatura, da A.R Publisher Editora.

“Não adianta, quando uma coisa te faz mal, dificilmente ela volta a te fazer bem”.

“Não adianta, quando uma coisa te faz mal, dificilmente ela volta a te fazer bem”. Fernanda Estellita


fazmal.jpg

Algumas situações exigem atitudes enérgicas em prol do nosso próprio bem-estar emocional, mas é comum, adiarmos as ações, pela crença de que em algum momento, a vida se encarregará de restabelecer a ordem.

Quando o assunto diz respeito à manutenção de vínculos, costumamos ter a ideia errônea de que é possível remediar laços rompidos no intuito de refazer histórias desgastadas. Ainda que a possibilidade do perdão seja uma atitude extremamente benéfica, em alguns casos, mesmo após esse gesto, a convivência torna-se impossível. Isso acontece em relação àquelas pessoas e situações com as quais já tivemos contato e não deu certo. Esse aviso certeiro, mais conhecido como intuição, aciona o alerta para que evitemos futuras encrencas com figurinhas bem conhecidas do passado.

Embora acreditemos que cedo ou tarde, algumas pendências clamem por solução, a verdade é que, não desejamos ter o nosso sossego violado por questões fúteis e assuntos enfadonhos que nada acrescentam à nossa nova etapa de vida. Esses ecos de autopreservação costumam incomodar até que encaremos outra situação desagradável que nos obrigue a colocar o ponto final.

Por mais difíceis que sejam, atitudes dessa natureza, possuem a missão de nos aliviar de cargas desnecessárias e evitam o retorno por estradas onde já caímos e demoramos levantar, antigos endereços que deixaram de oferecer a convivência pacífica. Com os tombos, a gente aprende o lado certo de cair e não deixar que nos machuquem de forma premeditada. A gente aprende a se esquivar de flechas conhecidas, a se afastar de quem usa o que dissemos num momento de fragilidade, como arma apontada para o nosso coração.

Às vezes, precisamos cair feio e perder todas as certezas sobre nós e os outros, para finalmente, reconhecermos que apesar dos esforços empregados, nem sempre será possível recuperar a vidraça estilhaçada. Costumamos louvar os inícios dos relacionamentos, sem considerar que o mais importante só aparece bem depois, com a convivência.


Ester Chaves

Ester Chaves é uma escritora brasiliense. Graduada em Letras pela Universidade Católica de Brasília e Pós-graduada em Literatura Brasileira pela mesma instituição. Atuante na vida cultural da cidade, participou de vários eventos poético-musicais. Já teve textos publicados em jornais e revistas. Em junho deste ano, teve o conto “Os Voos de Josué” selecionado na 1ª edição do Prêmio VIP de Literatura, da A.R Publisher Editora..
Saiba como escrever na obvious.
version 3/s/recortes// @obvious, @obvioushp, @obvious_escolha_editor //Ester Chaves