chacoalhão

sublime cotidiano

Renan Berlitz

Publicitário por formação e desajustado por natureza. Apesar de ser supersincero e muito exigente, tenta viver uma vida mais leve

Preso

Não há amor sem liberdade, e nem liberdade sem amor.


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Eu posso ser o errado, o tolo

Nada disso é novidade

Já vi tudo antes

Sei os capítulos de cor

Às vezes me surpreendo, confesso

Mas não desta vez

Não deixarei você me dar esse papel

Porque você tinha a arma, e eu só puxei o gatilho

É assim, sempre que me abro, alguém acaba ferido

Aproximação exige cautela

Sentimentos são imprevisíveis, incansáveis

Me considere uma pedra de gelo

Com uma bola de ferro no peito

Você não conhece a minha história

E, quando começo a sentir o gosto da tal independência,

É quando você quer me confinar

Talvez meu coração seja criminoso

Mas o amor não vive numa cela,

Não sobrevive em um cativeiro

Então se for para me aprisionar,

Que seja junto com a minha liberdade

Pelas frestas das grades verei novamente o sol

No fim, de alguma forma você verá meus cacos

Que irei recolher, como se fossem dados

A danada é astuta, precisamos continuar apostando

Vai lá, acabe com o meu jogo

Posso não saber certo quando usar,

Mas tenho um coringa na mão

Largue-me para trás, toda vez que quiser

Eu sobreviverei, eu conseguirei escapar

Como uma gaiola para ver tubarões,

Minha água entra, invés de sair

Mas serei içado, sairei das profundezas

Cada vez com mais fôlego, mais preparado

As palavras podem ser algemas

E as ações, chaves

Usando certo, você salva

O contrário, encarcera

Seu adeus é inconsequente

O meu é perpétuo.


Renan Berlitz

Publicitário por formação e desajustado por natureza. Apesar de ser supersincero e muito exigente, tenta viver uma vida mais leve.
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