cinema e reflexão

Filmes antigos por novos ângulos

CLAUDIO COSTA

Exercite o cérebro: é uma hipertrofia gratificante.

A SÍNDROME DE PATETA

Estamos odiando tanto e tantos que até chegamos ao ponto de amar o nosso ódio. E o mundo digital tornou-se o veículo de propagação desse ódio.


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Eu fico impressionado como as pessoas mudam quando estão em frente ao ecrã do computador ou do celular. Há uma transformação significativa, pois quando as pessoas se relacionam face a face são diplomáticas, amigáveis, compreensivas e atenciosas. Quando estas mesmas pessoas estão Face a Face se tornam antipáticas, preconceituosas, intransigentes e egoístas, e conseguem extravasar um ódio que não parecia existir dentro delas.

Lembro-me daquele desenho em que o Pateta entra no carro e se transforma totalmente no trânsito. Deixa de ser um pacato cidadão para se tornar um agressivo transgressor. Na animação, antes de entrar em seu veículo, o Pateta não é capaz de pisar em uma formiga, mas quando assume a direção nas ruas, torna-se cruel e iracundo.

Nossas atitudes se assemelham as do Pateta quando assumimos a direção do mundo virtual, quando assumimos a impessoalidade digital e quando, por vezes, escondemo-nos na insensibilidade do touch screen.

Será que a distância física nos distancia da harmonia, da tolerância e da compreensão? Será que somos o que mostramos nas telas digitais? Será que os amigos do Face são amigos só do Face, e não da vida fora das telas? Será que a presença do Outro inibe quem somos de verdade? Será que a agressividade dos posts e dos comentários derivam, no fundo, da vaidade?

Acho que estamos virando patetas...


CLAUDIO COSTA

Exercite o cérebro: é uma hipertrofia gratificante..
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