cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

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    Você é empático apenas com quem vive os seus dramas ou com qualquer pessoa que sofre?

    O que define o caráter empático, solidário e libertário de uma pessoa é a sua capacidade de se importar e de se envolver com o drama vivido pelos outros. Isso é empatia. É tentar compreender e aceitar e respeitar o que você não vive , o que você não sente na carne. É um branco se colocar no lugar de um negro. Um heterossexual no lugar de um homossexual ou bissexual ou transexual. É um rico se colocar no lugar de um pobre. É uma mulher jovem ou um homem se colocar no lugar de uma mulher mais velha.

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    Minha visão sobre uma mulher empoderada

    A mulher que acredita que as outras mulheres não possuem liberdade de escolha , de certa forma , subestimam o poder feminino. Defendem as mulheres , mas acreditam que somos inferiores. Sim, é função da mulher empoderada escolher para a sua vida um homem que acredite e pratique os valores de justiça social, que respeite as mulheres, que não as considere fáceis e inferiores só porque gostam de sexo. Que não passem cantadas grosseiras e vulgares só porque elas estão usando uma micro saia no metrô.

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    Você se auto sabota?

    Achamos que queremos ser felizes. Mas , quando a vida oferece oportunidades de crescimento pessoal e profissional, por medo de enfrentar novos desafios , acabamos, muitas vezes, nos boicotando com atitudes aparentemente despretensiosas e inocentes, mas que revelam muito dos nossos piores medos e conflitos internos.

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    Two and a half men: um olhar lúdico sobre a psicanálise e a autosabotagem

    Podemos encarar alguns fracassos de Charlie como golpes de má sorte. Por outro lado, pelo viés da Psicanálise, inconscientemente , fazemos escolhas que contrariam o bom senso ou o senso comum ou aquilo que aparentemente queremos. De uma forma ou de outra , Charlie encontra um modo de sabotar as suas relações amorosas, estragando com comodismo, falta de atenção ou traições aquilo que poderia dar certo no plano afetivo.

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    Afeto não se mendiga

    Ás vezes, fazemos de tudo para chamar a atenção de uma pessoa , mas nem por isso caímos nas graças dela. Nem sempre conseguimos ser o aluno preferido daquele professor querido. Nem sempre conseguimos engatar um romance com quem faz o nosso coração disparar. Ás vezes, a gente quer namorar e a pessoa nos vê como um amigo. Nem sempre conseguimos despertar o amor naquela pessoa que aceitou nos namorar. Ás vezes, o parceiro é nosso amado e nós somos apenas um bom companheiro. Nem sempre aquele colega de trabalho que admiramos tem interesse em desenvolver um projeto conosco. Ás vezes, aquele amigo que adoramos , apenas gosta da gente.

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    Podemos ajudar apenas pessoas que querem ser ajudadas

    Por mais que tentemos nos envolver nos dramas alheios , ouvindo e amparando, cabe a cada um decidir se quer realmente sair do buraco ou continuar nele. Cabe a cada um escolher entre aceitar o apoio do outro ou continuar se lamentando. Cabe a cada um reinventar ou pelo menos tentar reinventar a própria vida ou passar anos e anos reclamando e sofrendo por tudo.

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    Você tem inteligência emocional?

    Para mim, o mais inteligente não é aquele que tem mais habilidades. É aquele que melhor conhece seus pontos fracos e fortes, aquele que melhor aprende com os próprios erros, aquele que valoriza o mérito alheio, aquele que mais compartilha o que sabe.

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    Até quando precisaremos ouvir o termo homossexualismo? A grande doença social ainda é o preconceito

    Orientação sexual não define caráter nem equilíbrio emocional. Da mesma forma que existem heterossexuais amorosos , leais, equilibrados , existem homossexuais com as mesmas características. Da mesma forma que existem homossexuais instáveis psicologicamente, sem condições emocionais para educar um filho ou conduzir uma relação amorosa com maturidade, existem heterossexuais com as mesmas características.

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    Se você quer viver o amor , evite focar nos pontos negativos do outro

    Quem foca nas diferenças, nos defeitos , naquilo que não funciona , jogando para debaixo do tapete as coisas boas que o parceiro faz, provavelmente se sentirá sempre muito frustrado nas relações afetivas. Algumas incompatibilidades são realmente inconciliáveis. Por outro lado, vemos muita gente gastando energia com brigas por conta de pequenas diferenças , por conta de pequenos imprevistos que ocorrem no dia a dia. Perdemos boas oportunidades de ficarmos com a boca fechada. Jogamos luz sobre pequenos problemas , engrossamos o caldo da discórdia, botamos tempero naquilo que deveria ser ignorado em nome de algo maior.


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    Pensar fora da caixa faz bem à saúde!

    Pensar fora da caixa é sinal de maturidade intelectual e emocional. Pensar fora da caixa é exercer a sua autonomia de pensamento, o seu senso crítico, a sua capacidade de questionar e querer compreender o mundo e não apenas engolir sem reclamar tudo aquilo que vendem como bom. Pessoas que pensam fora da caixa costumam fazer amizades mais sólidas e viver parcerias amorosas mais profundas porque elas não se relacionam por status. Elas se relacionam com aqueles que possuem afinidades reais.

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    Chega um momento na vida em que evitar problemas e dramas excessivos é a melhor forma de felicidade

    A gente perde um pouco daquela ansiedade da juventude que quer tudo para ontem, que quer agarrar o mundo com as pernas. A gente começa a entender que cada coisa tem o seu tempo, o seu ritmo, que não adianta dar murro em ponta de faca. Que devemos lutar pelos nossos sonhos, mas se não rolar, não rolou. A gente descobre novos caminhos, novas possibilidades. Nada é tão definitivo. A gente começa a perceber o nosso valor, a bagagem que acumulamos, ficamos menos mendigos afetivamente , menos manipuláveis socialmente.

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    Se for para agir como um robô , viver ou morrer não faz a menor diferença

    Sim, gente com mais de 70 anos ainda se interessa por amor , por sexo. Muita gente se encontra profissionalmente depois dos 50. Muitas mulheres se dão bem com homens que têm idade para serem seus filhos ou seus pais. Nem toda mulher enlouquece por causa de sapatos e bolsas. Muitas mulheres preferem livros. Têm muitos homens mais fitness do que muitas mulheres. Têm muitos homens que choram mais do que muitas mulheres. Têm muitas mulheres mais atiradas na cama do que muitos homens. O importante é cada um encontrar o seu caminho, o estilo pessoal e viver com mais espontaneidade , com mais alegria , com mais amor. Caso contrário, já estaremos mortos. Na alma. Um dos grandes arrependimentos de pacientes terminais é se darem conta de que por imposições sociais , eles deixaram de viver o melhor do amor e serem eles mesmos.

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    Algumas pessoas não querem se relacionar. Devemos aceitar este fato.

    Gostar de quem não considera as nossas necessidades , de quem nos procura só quando é conveniente não é normal. Gostar de quem nos ignora ou de quem nos coloca em segundo plano não é normal. Denota uma profunda falta de amor próprio. Ou ainda um estranho desejo de ficar vencendo desafios para provar algo para si mesmo, o que cai novamente na falta de amor próprio disfarçada de determinação.

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    Quando nem tudo era cancerígeno

    O problema é que quase todo mundo têm medo de admitir que a gente era mais feliz quando podia comer o nosso pão com manteiga em paz, o nosso cafezinho com açúcar.


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