cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Doutora em Comunicação e Semiótica, psicanalista lacaniana, escritora e atriz. Indicada ao Jabuti 2013. Idealizadora da Pós em Cinema do Complexo FMU.

www.psicanalistasilviamarques.com

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    Crescer é parar de culpar os pais por tudo

    Diante de uma ofensa , de uma ironia , de uma negligência afetiva , temos a possibilidade de nos identificarmos com a posição de vítima e temos também a possibilidade de criarmos algo de interessante com aquela perda , com aquela rejeição ou sofrimento.

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    Um brinde aos homens beta

    Homem beta combina com mulher alfa. Mulher alfa diferentemente do homem alfa não tem pretensão de ser a dona da verdade e contolar tudo. Não é excessivamente pragmática. Mulher alfa é simplesmente aquela que consegue abraçar com carinho a sua própria subjetividade e viver de acordo com as suas regras , sem desmerecer as regras alheias. Mulher alfa sabe curtir a vida mesmo que ela não seja cor-de-rosa perfeita. Mulher alfa não enxerga o homem como um meio de subir na escala social. O namorado ou marido é companheiro, não provedor.

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    2019 não precisa ser perfeito. Que sejamos um pouco melhores

    Quando 2018 der o seu suspiro final diante dos rojões rasgando o céu, não lamentarei os erros cometidos. Pensarei apenas que posso fazer melhor. Não lamentarei as coisas boas que ficarão em 2018. Pensarei que outras coisas bem bacanas vão acontecer. Algumas até melhores. Outras , simplesmente diferentes.

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    A intimidade do amor nos desnuda

    Já na intimidade do amor, a coisa muda de figura. Muda bem. A gente não pesa nem escolhe tanto as palavras e vinho bom é aquele que custa menos de 100 reais. A gente come bife com fritas e até mesmo miojo com queijo se der na telha. Não preciso parecer descolada. Nem convencional. O amor é o mais alto dos penhascos. O amor é a mais firme das terras.

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    A felicidade não cabe nos padrões. Ela transborda.

    Enquanto insistirmos em sermos juízes do amor alheio, deixaremos de viver o nosso. Enquanto insistirmos em definir o que é normal, o que é saudável, o que o outro deve fazer ou deixar de fazer , esqueceremos de cultivar os nossos próprios sonhos , a nossa própria vida.

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    O verdadeiro sucesso é ser feliz: uma divagação em primeira pessoa

    Acho que prosperei pois me tornei a pessoa que gostaria de ser. Aprendi a respeitar os meus defeitos e a me orgulhar pelas minhas qualidades. Fiz as pazes com o meu passado e deixei de projetar o futuro. Me tornei o tipo de pessoa que eu acho que vale a pena conhecer.

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    Se a vida te dá limões , jogue tequila por cima e faça uma margarita!

    Amigos que se afastam , por mais que nos façam sofrer , são como desintoxicações. Sim, algumas pessoas vão se acumulando em nossa vida sem agregar nada valoroso e quando vão embora abrem espaço para relações mais significativas. E temos que entender também, que se estas pessoas se afastaram, é porque nós já não fazíamos mais sentido para elas. Sim, relações se deterioram porque estamos em constante mutação. Aquela amizade gostosa da adolescência pode não fazer mais sentido na fase adulta , pois as pessoas vão mudando no decorrer dos anos. Obviamente , que é maravilhoso quando as relações , tanto as amorosas como as amizades e as profissionais, duram muito tempo com qualidade. Mas nem sempre é possível. Quem não quer um amor para a vida toda? Quem não quer amigos para sempre?

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    Filmes dirigidos por mulheres sobre mulheres

    Neste post serão comentados brevemente alguns filmes para amantes da sétima arte, que desejam conhecer mais sobre o lado B de ser mulher , fugindo aos estereótipos propagados por obras mais comerciais que apresentam o feminino como algo fechado.

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    Bolinho de chuva com café num fim de tarde cinza

    Este texto é uma ficção.

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    Medo e antipatia excessiva por gatos ou o receio de amores muito independentes

    Os gatos estão muito relacionados ao mistério , ao oculto. Mais do que isso: estão relacionados a tudo aquilo que não podemos prever nem controlar. Vou mais longe ainda: Gatos nos ameaçam pois são mais independentes afetivamente do que cachorros , exigem menos cuidados, nos amam com mais liberdade. Toda esta conduta desprendida dos pequenos felinos pode inconscientemente nos remeter a amantes que nos desejam com mais desprendimento. Amantes que apesar de nos quererem em sua vida , precisam do seu espaço, da sua autonomia. A independência do outro põe em dúvida se somos amados, cutuca as nossas feridas da carência.

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    It: a coisa ou uma metáfora de todos os monstros da sociedade

    Como é típico na obra de King, o terror nunca vem desconexo de uma mensagem maior , de uma questão dramática e humanista. Muito mais do que um filme de terror sobrenatural, o palhaço Pennywise parece realmente uma metáfora de todos os monstros que existem na sociedade.

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    As pessoas se interessam por nós quando estamos cuidando da nossa vida

    Quando corremos muito atrás do amor, transmitimos uma mensagem de carência excessiva ao outro que pode se assustar com a expectativa exagerada que estamos depositando em seus ombros.

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    Corra! : uma crítica contundente à objetificação do homem negro

    Com referências à hipnose, com cenas que nos conduzem à uma aura onírica, Corra! nos faz mergulhar num verdadeiro pesadelo. Provavelmente , uma das cenas mais dramáticas e aterrorizantes simultaneamente, é quando vemos num primeiro plano o rosto de Georgina , divido entre as lágrimas espontâneas de uma mulher subjugada e a polidez arrogante de uma déspota.

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    De olhos bem fechados: um filme para abrir os olhos

    A sequência do ritual erótico que o Dr. Bill assiste sem ter sido convidado, com mulheres mascaradas e de corpos esguios nos remete a ideia de que o sexo é um tema misterioso e assustador. Nos remete também ao próprio voyeurismo dos cineastas e dos cinéfilos. De certa forma , todo cinéfilo é um voyeur.

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    O nevoeiro ou a metáfora de estar no mundo

    O artigo apresenta alguns spoilers. King transforma o banal e cotidiano em algo extremamente ameaçador. Basta pensarmos no cachorro Cujo. Mais do que isso: King apresenta os nossos pensamentos como os piores algozes. Sua obra fala principalmente sobre a nossa culpa. Sobre o que calamos , sobre o que revelamos. Sobre as mentiras que contamos a nós mesmos e principalmente sobre a hipocrisia social que faz vista grossa para os crimes dos poderosos e coloca num altar as falsas virtudes em detrimento a tudo que é espontâneo e intenso.