cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Somos princesas porque amamos e acreditamos na bondade

Não conseguimos esconder o que realmente somos por muito tempo. Por tal razão, podemos identificar pessoas realmente nobres vivendo em lugares miseráveis ou outras geniais desempenhando funções humildes. Um aluno diferencia um verdadeiro professor, um professor de alma de alguém que caiu de paraquedas em uma escola ou faculdade por falta de opção melhor. Um ator de verdade transpira arte mesmo que não esteja em cartaz em nenhum teatro da cidade. Um filantropo por vocação espalha seus benefícios mesmo que não tenha dinheiro ou poder social. Somos o que somos. E em algum momento, as pessoas ao nosso redor podem captar a nossa natureza mesmo que não falemos sobre ela.


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Muitas vezes associamos as palavras princesa e príncipe com alto poder aquisitivo e uma vida socialmente badalada. Ser uma princesa ou príncipe significa ter poder econômico e importantes relações sociais.

Porém, existe uma outra definição de princesa e príncipe muito mais afetiva. A que encontramos no filme A princesinha, de Alfonso Cuarón, baseado no conto infantil Uma princesinha, de Frances Hodgson Burnett.

A protagonista do filme, uma criativa e magnética contadora de histórias de apenas nove anos de idade, nos ensina que todas as meninas são princesas. Foi o que ela aprendeu numa infância rica nos sentidos material e afetivo. Para ela, meninas pobres e até mesmo as rabugentas e mimadas eram princesas.

Para a princesinha todas as meninas eram princesas porque eram amadas por seus pais. Para a maioria dos pais, independente do poder aquisitivo e nível social, seus filhos também são princesas e príncipes de um reino pequeno e amoroso.

No amor verdadeiro entre casais o mesmo pode ocorrer. Fala-se muito do príncipe encantado com cavalo branco, mas na prática muitas mulheres adoram homens comuns socialmente, mas que por meio do amor sentido por elas se tornam príncipes.

Para muitas pessoas, ser uma princesa ou príncipe está muito mais relacionado à delicadeza de alma, aos modos gentis, às atitudes bondosas, à capacidade de dar afeto e acreditar que podemos nos tornar pessoas melhores por meio das relações que estabelecemos.

No filme A princesinha, mesmo depois de ser subjugada pela tirana diretora da escola e ser reduzida a um estado de quase miséria, Sara, a nossa idealista protagonista, pode ser reconhecida como uma princesa. Depois de trabalhar duramente por uma mísera moeda, Sara saiu para comprar um pão doce. No momento em que ela ia saboreá-lo, viu uma pobre florista acompanhada por seus filhos esfomeados. Uma menina maltrapilha olha fixamente para o pão doce da princesinha. A protagonista oferece o seu lanche à menina. A mãe em agradecimento pede à uma das filhas para entregar uma flor à princesa. Enfim, mesmo vestida como uma menina do povo, a florista a reconheceu como uma princesa porque para muitos a nobreza não vem das roupas, sapatos e bens materiais. Para muitos a nobreza vem da alma.

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Sara desenvolve uma profunda amizade com Becky, menina explorada pela tirana diretora.

Não conseguimos esconder o que realmente somos por muito tempo. Por tal razão, podemos identificar pessoas realmente nobres vivendo em lugares miseráveis ou outras geniais desempenhando funções humildes. Um aluno diferencia um verdadeiro professor, um professor de alma de alguém que caiu de paraquedas em uma escola ou faculdade por falta de opção melhor. Um ator de verdade transpira arte mesmo que não esteja em cartaz em nenhum teatro da cidade. Um filantropo por vocação espalha seus benefícios mesmo que não tenha dinheiro ou poder social. Somos o que somos. E em algum momento, as pessoas ao nosso redor podem captar a nossa natureza mesmo que não falemos sobre ela.

Ser uma princesa ou príncipe vai muito além de grifes e contas bancárias. Ser uma princesa ou príncipe vai muito além de títulos. Ser uma princesa ou príncipe no sentido mais profundo da palavra é saber amar e ser amado com pureza e grandiosidade.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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