cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Por detrás de uma negação violenta, um desejo incontrolável

Algumas pessoas vivem dizendo que a traição é algo horrível, mas traem na primeira oportunidade que têm. Outras desprezam mulheres extrovertidas e chamativas mas, dariam um ano de suas vidas para serem notadas por cinco minutos. Muitos homens dizem que uma mulher bonita é chata ou esnobe, mas adorariam passar uma cantada nela e chamá-la para um drink.


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Não dito uma vez é não. Não dito duas, três, quatro vezes aos berros pode ser um sim

Como muitos de vocês já devem saber não sou psiquiatra nem psicóloga. Sou apenas alguém que gosta de compartilhar minhas impressões sobre a vida. Não encarem meu texto de forma dogmática.

Me parece que todo aquele que nega qualquer coisa muito apaixonadamente não está fazendo nada além de espancar o seu próprio desejo e medo de fazer algo indesejável e imoral aos seus olhos.

Falamos ou pensamos que não tomaremos ou não tomaríamos determinada atitude porque na verdade estamos morrendo de vontade de tomá-la mas, por alguma razão, a consideramos equivocada ou até mesmo condenável.

Algumas pessoas vivem dizendo que a traição é algo horrível, mas traem na primeira oportunidade que têm. Outras desprezam mulheres extrovertidas e chamativas mas, dariam um ano de suas vidas para serem notadas por cinco minutos. Muitos homens dizem que uma mulher bonita é chata ou esnobe, mas adorariam passar uma cantada nela e chamá-la para um drink.

Alguns criticam amigos que se divorciam mas, fariam qualquer coisa para se livrarem de relações sufocantes e tristes. Outros ironizam quem quebra a cara por seguir o coração mas, vivem apavoradas em seus casulos de medo e prudência patológica.

Tenho muito medo quando alguém me diz veementemente, com sangue nos olhos que não sente preconceito por A ou B. “Adoro esta categoria de gente, não tenho nada contra, não tenho preconceito, respeito, mas o que eles fazem é abominável e nojento”. Soa estranho, não é? Considerar algo abominável e nojento já é admitir o preconceito.

Infelizmente faz parte da raça humano negar o próprio desejo e rejeitar o que é diferente de nós. Fugir a esta regra exige muito desenvolvimento intelectual, afetivo e espiritual.

Deveríamos encarar os nossos desejos por piores que eles nos pareçam. Negá-lo só o aumenta e o torna ainda mais inevitável. Cogite possibilidades inusitadas. Não se tranque por dentro. Talvez esta seja a mais eficaz maneira de escaparmos daquilo que tememos ou de finalmente aceitarmos que o nosso desejo não é tão ruim assim.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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