cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Um brinde a todas as famílias

Muitos temem o fim da família. Enquanto as pessoas forem capazes de se amarem e cuidarem umas das outras, assumindo responsabilidades e dedicando boa parte do seu tempo e energia pelos seus entes queridos, a família continuará existindo.


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Atualmente anda-se discutindo muito o conceito de família. Mais uma vez, estamos burocratizando e racionalizando o que deveria ser entendido e formulado pelo coração.

Mais uma vez tentamos criar mecanismos de exclusão ao invés de incluir. Mais uma vez queremos definir quem tem o direito de sentir e amar. Queremos nos apropriar do direito de ser feliz.

Se para muitos o que define a existência de uma família é um casal heterossexual com filhos biológicos, creio que família é toda estrutura formada por pessoas que se amam, se respeitam e se protegem mutuamente.

Com que direito podemos dizer , por exemplo, que um filho adotivo é menos amado do que um biológico? Com que direito podemos dizer, por exemplo, que um casal sem filhos não é uma família? Com base em quais argumentos podemos criar uma hierarquia para classificar as famílias?

As possibilidades são inúmeras. Homens e mulheres sozinhas criam filhos biológicos ou adotivos com uma coragem comovente, acumulando três jornadas diárias: emprego, cuidados com a casa e com os filhos.

E o que dizer de tios e avós que criam sobrinhos e netos, mesmo tendo suas próprias responsabilidades? O que dizer de homens e mulheres que aceitam de braços abertos os filhos do cônjuge?

Muitos temem o fim da família. Enquanto as pessoas forem capazes de se amarem e cuidarem umas das outras, assumindo responsabilidades e dedicando boa parte do seu tempo e energia pelos seus entes queridos, a família continuará existindo. E não importa se a criança crescer com duas mães, dois pais, um casal hetero, um homem ou uma mulher sozinha. Não importa se a criança saiu da barriga da sua mãe ou se uma mãe sem filhos encontrou um filho sem mãe.

No final das contas o que importa mesmo é ter alguém para olhar por nós neste mundo tão caótico. Não importa de onde venha este amor contanto que ele seja verdadeiro.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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