cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Um tributo às donas de casa

Quando alguém deseja ofender e dizer que que uma pessoa tem pouca competência intelectual, manda lavar roupa. Me parece uma colocação altamente preconceituosa e pouco inteligente. Como se lavar roupa fosse desimportante ou absurdo como enxugar gelo.


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Sem salário, sem aposentadoria, sem hora para começar e encerrar sua jornada de trabalho. Esta é a vida das donas de casa em tempo integral

Nossa sociedade está carregada de preconceitos de todas as naturezas. Alguns mais velados, outros menos. Além dos clássicos preconceitos dirigidos ao movimento LGBT e aos negros e nordestinos, podemos encontrar muitos outros não menos cruéis e deletérios. Tem-se preconceito contra os pobres, contra os idosos, contra os ateus, contra os religiosos, contra uma moça que decide casar virgem, contra os obesos, contra os românticos, contra as donas de casa.

Sim, as donas de casa são alvo de muito preconceito e desvalorização. Teve um tempo não muito distante que ser dona de casa era o destino de todas as mulheres. Hoje, temos outras opções, embora mesmo mulheres inseridas no mercado de trabalho necessitem tomar conta da casa.

Mas hoje quero falar sobre as mulheres que desempenham funções domésticas desde a hora que levantam de manhã até a louça lavada após o jantar, enquanto a família navega na internet ou assiste TV.

Quero falar sobre mulheres de variadas idades e classes sociais, que por alguma razão decidiram ou foram impelidas a escolherem um trabalho não remunerado, não valorizado e ao mesmo tempo tão essencial para o bem estar e conforto das pessoas.

Era uma estudante secundarista quando um professor de Geografia nos disse que o governo deveria pagar um salário para as mulheres que se dedicam exclusivamente aos cuidados da casa e da família. Concordo com ele. Invisíveis e incompreendidas estas mulheres dão o suporte emocional e logístico necessário para maridos construírem grandes carreiras, filhos estudarem e curtirem a juventude e se tornarem um dia pessoas extremamente críticas em relação às suas mães.

Quando alguém deseja ofender e dizer que que uma pessoa tem pouca competência intelectual, manda lavar roupa. Me parece uma colocação altamente preconceituosa e pouco inteligente. Como se lavar roupa fosse desimportante ou absurdo como enxugar gelo.

Muitas pessoas se acham superiores às outras por receberem um alto salário ou apresentarem uma alta titulação acadêmica. Títulos e uma carreira sólida são motivos de alegria. Mas nunca devemos nos esquecer de que todo e qualquer trabalho e função social é importante , digna e merece muito respeito.

Escrevi este texto em homenagem à minha mãe: uma mulher incrível, linda e inteligentíssima que ofereceu o melhor dela pelos filhos. Escrevi este texto em homenagem às todas mulheres que viveram nas sombras para seus filhos brilharem.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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