cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

A nossa compulsiva fome de amor

Cumplicidade boa é cumplicidade natural. Amor bom é amor gratuito e recíproco. Se preciso abrir mão de tudo que sou para agradar o outro e receber o seu aplauso, a pessoa estará amando um personagem e não uma pessoa real.


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Precisamos de amor quase como precisamos do ar que respiramos. Se a comida, a água e o oxigênio mantém nossos corpos vivos, o amor faz vibrar a nossa alma. Sem amor não passamos de cadáveres ambulantes, zumbis andando pelo mundo sem razão para existir. O filósofo Descartes disse: “Penso, logo existo”. O lema da sociedade atual é: “Consumo, logo existo.” Meu lema e o de muitas pessoas é: “Amo, logo existo”. Mas não basta amar. Queremos ser amados. Não basta sermos amados. Queremos amores expressos de forma despudora. Queremos amores quentes, coloridos, cheios de luzes que façam a nossa vida brilhar.

E quando falo amor, não me refiro apenas a relações eróticas. Falo sobre todo tipo de amor: amor de mãe, de pai, de filho, de irmão, de amigo. Tudo começa na infância. Precisamos da aceitação irrestrita dos pais. Depois vem a adolescência. Precisamos da aceitação irrestrita dos pais, amigos e grupos sociais. Depois vem a fase adulta e precisamos da aceitação irrestrita de nosso parceiro , amigos e colegas. Aí, vem a maternidade ou paternidade e precisamos da aceitação irrestrita dos filhos.

Precisamos do contato com o corpo do outro, do sorriso cúmplice, do olhar de aceitação. Necessitamos tanto sermos queridos e compreendidos e acolhidos que muitas vezes passamos por cima de nós mesmos, das nossas crenças, dos nossos valores para satisfazer o outro e receber o tão desejado amor. E é aí que reside o nosso maior erro: nos deixarmos para trás, nos esquecermos num canto qualquer da vida.

Cumplicidade boa é cumplicidade natural. Amor bom é amor gratuito e recíproco. Se preciso abrir mão de tudo que sou para agradar o outro e receber o seu aplauso, a pessoa estará amando um personagem e não uma pessoa real.

Não importa o quanto desejemos o amor e a aceitação das pessoas. Precisamos antes de mais nada , amarmos e aceitarmos a nós mesmos. A partir deste momento, começaremos a atrair para a nossa vida quem realmente se sente bem ao nosso lado e que nos faz feliz.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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