cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Assuma o controle da sua vida e seja o seu juiz

Ninguém terá o poder de destruir você emocionalmente se você não permitir. Se um comentário perverso realmente te ferir é porque lá no fundo você concorda com o seu algoz. Se você não concordar, vai considerá-lo um idiota e se afastar ou simplesmente continuar convivendo, mas ignorando as pérolas que saem de sua boca.


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Levei anos para entender que as pessoas podem realmente nos atingir e nos ferir mortalmente se permitimos que elas o façam. Se escuto uma crítica maldosa, mas não acredito nela, posso até ficar um pouco chateada na hora, mas minutos ou horas depois ela já estará esquecida. Digo esquecida no sentido de incapaz de me entristecer.

Se sofro uma rejeição cruel, obviamente ficarei muito abatida. Mas se compreendo que fui injustiçada, levarei poucos dias ou semanas para me recuperar.

Se sou tratada de forma hostil em algum lugar que vou, deixo de ir porque acho que mereço ser bem tratada. Se sou deixada em segundo plano por uma amiga que considero muito, paro de procurá-la. Se alguém não tem disponibilidade para me receber de braços abertos em sua vida, não me sentirei menor por isso.

O que quero dizer? Ninguém terá o poder de destruir você emocionalmente se você não permitir. Se um comentário perverso realmente te ferir é porque lá no fundo você concorda com o seu algoz. Se você não concordar, vai considerá-lo um idiota e se afastar ou simplesmente continuar convivendo, mas ignorando as pérolas que saem de sua boca. Não se importar , não significa ficar quieto sempre. Às vezes, quando a conduta é muito agressiva ou debochada, é preciso mandar ir à merda...não necessariamente com estas palavras. Existem formas refinadíssimas de botar um sem noção no seu devido lugar.

Se você faz escolhas pouco convencionais como assumir publicamente a homossexualidade, não ter filhos, não casar e sente bem assim, nenhum vizinho, colega de trabalho, amigo ou parente terá o poder de acuá-lo emocionalmente em jogos perversos, que visam intimidar quem pensa e sente de outra forma, a fim de criar um padrão para todos.

Aprendi a duras penas que se nós nos amamos e nos aceitamos, o mundo pode ficar contra nós porque lá no fundo é o nosso olhar que realmente nos importa. Não adianta falarem que somos maravilhosos, incríveis se não nos sentimos assim. A habilidade do amor próprio pode ser exercitado dia a dia. É um exercício penoso, que exige uma força de vontade absurda, mas é completamente possível. Vamos tentar?


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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