cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Como lidar com pessoas excessivamente críticas

Se valorar pelo olhar do excessivamente crítico é cometer suicídio existencial. Escute as críticas. Analise-as. Conserve o que é bom e sensato. O que for excessivo, desconsidere e siga em frente.



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Se valorar pelo olhar do excessivamente crítico é cometer suicídio existencial

Sabemos que críticas construtivas permeiam as relações mais significativas da nossa vida. Não é possível educar um filho sem corrigí-lo. Não é possível um professor ensinar um aluno sem mostrar seus pontos fracos. Entre irmãos, primos e grandes amigos existe liberdade para a troca saudável de sugestões que visam o aprimoramento do ente amado.

O problema é viver num constante estado de tensão devido ao excessivo número de críticas. Pais muito críticos educam filhos perfeccionistas no mau sentido da palavra ou o oposto radical: pessoas altamente inseguras, que muitas vezes disfarçam a sua autoestima baixa por meio da ironia.

Um professor extremamente severo inibe os alunos, impedindo que os mesmos se expressem. É preciso dar uma margem de liberdade para o erro porque se alguém teme errar de forma patológica ele não tenta e acaba se atrofiando.

Pessoas que crescem em ambiente moralmente e religiosamente muito rígidos, sem espaço para o diálogo, também podem explodir em qualquer momento da vida na tentativa de romper com todo um esquema opressor.

Irmãos, primos e amigos muito críticos também, que nunca apoiam nem elogiam, podem servir como agentes castradores da criatividade e da espontaneidade alheia.

Tendemos a nos desenvolver mais e melhor perto de pessoas menos julgadoras e com pensamento mais aberto. Quando alguém tem padrões muito fechados de sucesso, bem estar, beleza, moralidade, ignorando outros olhares e criticando quem foge um milímetro das suas expectativas, dificulta o crescimento de quem está ao redor.

Se a crítica é necessária para a pessoa saber onde pode melhorar, o elogio é fundamental para criar e fortalecer a autoconfiança e o desejo de se atirar na vida cada vez mais e melhor.

Em relações de amizade e eróticas também devemos buscar sempre por pessoas que nos ajude a alçar voos cada vez mais altos. Mas ás vezes precisamos conviver com pessoas excessivamente críticas, que acabam projetando seus próprios temores e lacunas nos outros. Como lidar com isso? Fortalecendo o seu ego. Filtrando o que a pessoa diz e absorvendo apenas o que parece sensato. No meio do mar de críticas, algumas valem a pena ser consideradas. Aquilo que é excesso, jogue fora. Não é preciso brigar. Apenas escute, desconsidere e siga em frente. Tome cuidado para confrontar quem critica demais . Normalmente são as pessoas com mais dificuldade para aceitar uma.

Mas como posso saber quais críticas devo considerar? Fortalecendo seu ego. Mas como o fortaleço? Por meio do autoconhecimento. Descubra quem você é. Descubra seus pontos fortes e fracos. Descubra o que é prioritário para você, o que você deseja manter ou descartar. Mas como posso me conhecer? Existem muitos caminhos. Esta é uma descoberta extremamente pessoal.

Maneiras que costumam funcionar são a terapia, a autorreflexão, conversas com pessoas próximas e sensíveis, fazer algum tipo de arte como terapia. Por meio da arte sem pretensões profissionais, muitos conteúdos reprimidos vem à tona. Às vezes, precisamos conciliar mais de uma estratégia e fazer um bem bolado em busca de uma vida com mais qualidade.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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