cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Hora marcada para ser feliz

No Natal é aquela correria para fazer compras, preparar um caminhão de comida indigesta e reunir um monte de parentes que passam o ano sem saber que existimos. Uma boa ocasião para sorrisos amarelos em série e uma vontade de se perguntar “O que estou fazendo aqui?” Não importa o quão bem sucedido e divertido você seja. Reuniões familiares costumam dar um certo bode, para não dizer depressão, ansiedade, angústia. Não me refiro obviamente a parentes que convivem com a gente normalmente e participam ativamente da nossa vida.


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Natal, réveillon, dia das mães, dos pais, das crianças, dos namorados, blá blá blá. Hora marcada para ser feliz já é um bom motivo para se sentir bem infeliz.

Restaurantes lotados em dias festivos, obrigação de comprar presente mesmo sem dinheiro ou inspiração para comprar algo interessante, que tenha a cara do presenteado, transa com hora marcada no meio daquele clima piegas de amor publicitário.

No Natal é aquela correria para fazer compras, preparar um caminhão de comida indigesta e reunir um monte de parentes que passam o ano sem saber que existimos. Uma boa ocasião para sorrisos amarelos em série e uma vontade de se perguntar “O que estou fazendo aqui?” Não importa o quão bem sucedido e divertido você seja. Reuniões familiares costumam dar um certo bode, para não dizer depressão, ansiedade, angústia. Não me refiro obviamente a parentes que convivem com a gente normalmente e participam ativamente da nossa vida.

Dia das mães e dos pais são bons momentos para comer comida superfaturada e receber um tratamento mais ou menos, mais para menos nos restaurantes. São boas datas também para comprarmos presentes inúteis.

Dia dos namorados só serve mesmo para as pessoas transarem sem vontade, motéis e lojas faturarem, e quem não namora ficar mal humorado ou deprimido. Aumenta-se o consumo do Rivotril e do vinho barato também.

Não deveríamos marcar hora para sermos feliz nem para comprarmos presentes ou curtirmos a companhia de quem amamos. Todo dia é dia dos namorados quando se ama. Todo dia é dia das crianças quando se tem um filho pequeno. Todo dia é bom para presentear o pai e a mãe. É tão gostoso passar na frente de uma vitrine e comprar algo espontaneamente, de coração!

E o espírito do Natal é vivido em todo ano, quando estamos junto daqueles que amamos e quando compartilhamos o nosso melhor. Quando dividimos uma refeição. Quando fazemos um favor ou gentileza sincera, Cristo se coloca entre nós. E podemos começar um ano novo em qualquer dia do ano. Basta recomeçarmos dentro de nós mesmos, reavaliando hábitos, posturas, crenças e valores nocivos. A vida se faz no dia a dia e a felicidade explode na espontaneidade.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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