cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Não importa o que te aconteceu. A vida é uma experiência única

É na perda que aprendemos. É no fim de um ciclo que recomeçamos. Sobreviventes têm muitas histórias para contar, conselhos para dar e palavras sábias que podem mudar radicalmente a vida do outro. Sobreviventes improvisam, se reciclam, transformam lixo emocional em lição de vida, em combustível para novas experiências mais plenas.


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Não importa que a sua conta esteja quase sempre no vermelho e você precise pegar o metrô lotado todos os dias. Não importa que o grande amor da sua vida não se apaixonou por você e no tempo da escola você não fez parte do grupo dos populares.

Não importa que você passou dos trinta ou quarenta e não conquistou tudo o que você mais queria. Não importa que tenham partido o seu coração inúmeras vezes e pessoas que você tinha em alta conta se mostraram verdadeiras cretinas depois de algum tempo. Não importa o que te aconteceu. A vida é uma experiência única.

E entre mortos e feridos, de uma forma ou de outra, sobrevivemos. E como disse uma personagem do filme Perdas e danos, "sobreviventes são perigosos porque sabem que podem sobreviver". Me parece muito impressionante e verdadeira. Sobreviventes sabem que é na dor que nos fortalecemos.

É na perda que aprendemos. É no fim de um ciclo que recomeçamos. Sobreviventes têm muitas histórias para contar, conselhos para dar e palavras sábias que podem mudar radicalmente a vida do outro. Sobreviventes improvisam, se reciclam, transformam lixo emocional em lição de vida, em combustível para novas experiências mais plenas.

A vida é trágica. Não no sentido do melodrama necessariamente. A tragédia é inerente à vida humana porque esta é frágil e instável. A vida humana é finita. A nossa tragédia começa com a nossa certeza de finitude. A vida é trágica porque ela é incompleta. Nós somos incompletos. Sempre nos falta alguma coisa. Somos carentes, cheios de lacunas e reticências.

A vida é trágica porque nem sempre nossos sentimentos são correspondidos na mesma escala. A vida é trágica porque não é perfeita. Mas não importa o quanto tenham te machucado. Não importa o quanto você tenha se machucado. A vida é uma experiência única. Estar vivo por si só já é o maior dos milagres. Resta a cada um de nós decidir como usufruir deste presente.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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