cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Não vamos colocar os pingos nos is: um apelo à tolerância

Ter um português correto deveria ser meta de todos mas, por outro lado, deveríamos também praticar mais a tolerância e o respeito àqueles que não se expressam de forma tão culta.


mulheres-2.jpeg

"O conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las". Começo o meu post com o pensamento do filósofo Mário Sérgio Cortella.

O conhecimento deveria construir pontes e derrubar muros. Quem sabe mais, deveria compartilhar o seu conhecimento, torná-lo útil de alguma forma para as outras pessoas, contribuir mesmo que minimamente para um mundo menos frio e cinzento.

Infelizmente o poder do conhecimento talvez seja um dos mais tiranos que existe. Quem sabe, quem detém um conhecimento precioso, tende a transformá-lo numa vil arma para subjugar o outro e provar sua superioridade.

Além de arrogante, esta postura detona ignorância também porque ninguém detém todo o saber que existe no mundo. Mesmo um especialista numa determinada área tem dúvidas e por mais competente que seja, encontrará pessoas ainda mais preparadas.

Deveríamos ser mais ternos com as pessoas e não nos chocarmos tanto quando escutamos um erro gramatical. Quem nunca falou nem escreveu nada errado? Quem nunca se expressou mal num dia difícil? Quem nunca ficou pelo menos uma vez com cara de bobo ao não entender uma piada? Quem nunca ficou meio perdido numa conversa por não conhecer o autor ou o livro ou o filme debatido no momento? Quem nunca sentiu dificuldade para fazer qualquer coisa na vida?

Ter um português correto deveria ser meta de todos mas, por outro lado, deveríamos também praticar mais a tolerância e o respeito àqueles que não se expressam de forma tão culta.

Se alguns confundem os porquês e não sabem quando usar o onde e o aonde e se enrolam com o mau e com o mal, outros se confundem na hora de achar um endereço pois não têm senso de direção. Outros precisam de calculadora para continhas básicas. Existem aqueles que não conseguem cozinhar nem miojo. Enfim, na hora de caçoarmos de alguém que se enrola para fazer algo em que somos peritos, devemos pensar que também temos as nossas dificuldades.

Dedico o atual texto à minha doce leitora e amiga virtual Maria Daniela Leite, que sugeriu este pertinente tema.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //Sílvia Marques