cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Rir é ainda o melhor remédio

Rir vai muito além de movimentar os lábios e mostrar os dentes. Rir vem de dentro, da percepção do ridículo, do absurdo. Rir vem daquela sensação de que nem tudo está perdido.


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Desde criança ouvimos este ditado popular. E cada vez mais acredito nele. Rir vai muito além de dar uma estrondosa e catártica risada ao ver uma comédia ou ouvir uma piada.

Rir pode ter um sentido bem profundo e especial: transformar a dor em prazer, a perda em aprendizado, a decepção em experiência e a partir deste entendimento afetivo, as nossas lacunas começarão a ser preenchidas gradativamente. No lugar dos falsos amigos, gente que acrescenta. No lugar das tolas ilusões, projetos consistentes. No lugar da negação, a aceitação de uma nova realidade que se impõe.

Por meio do humor sutil e inteligente, da piada que fazemos a respeito de nós mesmos, do nosso sofrimento, do nosso medo, da nossa preguiça de recomeçar do nada, do nosso nojo por tudo que suportamos sem motivo, por meio da reciclagem das nossas lágrimas em sorrisos e jargões, a tragédia perde seu caráter solene de ópera e ganha nuances de comédia light.

A dor fica realmente mais leve e a gente começa a aprender a lidar com ela, botá-la no colo e até fazer um cafuné. Ela se integra a nós . Não como um fardo insuportável, mas como mais uma cicatriz que estará lá nos lembrando sempre que a vida é exigente, não perdoa dívidas e é bom ficar atento. É um lembrete como as aparas que colocamos na porta da geladeira para não esquecermos de pagar uma conta ou desmarcar um compromisso.

Rir vai muito além de movimentar os lábios e mostrar os dentes. Rir vem de dentro, da percepção do ridículo, do absurdo. Rir vem daquela sensação de que nem tudo está perdido.

Rir é a arte dos que se reinventam. É a arte daqueles que renascem das cinzas como uma Fênix. Rir é a arte dos sobreviventes.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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