cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Essa coisa de rotular todo mundo como mimimi é bem mimimi também

Não se solidarizou com o relato alheio? No problems. No stress. Deixa quieto. Achou o lamento chato demais? Beleza. Grite dentro de você: "Pare de falar!", mas não precisa esculhambar ninguém nem dar lição de moral demonstrando o quanto você é maduro e sabe sofrer pelas coisas certas e relevantes. Como se houvesse critérios rígidos para saber o que realmente importa...


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Ultimamente virou meio lugar comum criticar as pessoas quando elas reclamam por um motivo que achamos pequeno ou sem grande importância. Creio que não existem problemas grandes ou pequenos, importantes ou desimportantes. Se está incomodando é problema e merece respeito. Ninguém precisa concordar com o drama de ninguém, mas me parece meio grosseiro ficar dizendo que as pessoas são mimimi.

Não se solidarizou com o relato alheio? No problems. No stress. Deixa quieto. Achou o lamento chato demais? Beleza. Grite dentro de você: "Pare de falar!", mas não precisa esculhambar ninguém nem dar lição de moral demonstrando o quanto você é maduro e sabe sofrer pelas coisas certas e relevantes. Como se houvesse critérios rígidos para saber o que realmente importa...

Sinceridade não é sair vomitando tudo o que achamos do outro. Não é dizer gratuitamente, sem ninguém perguntar, que o fulano engordou, que o beltrano é um chato, que o vizinho é infantil porque não sofre pelas mesmas coisas que você sofre. Até mesmo porque as pessoas têm sensibilidades e necessidades diferentes. Até mesmo porque cada um tem força e coragem em algumas áreas da vida e é fraco em outras.

Alguns altos executivos inteligentíssimos parecem bebês chorões quando ficam gripados. Muitas mulheres passam bravamente por um parto e saem correndo desesperadas por causa de uma barata. Alguns intelectuais formulam pensamentos incríveis e não sabem lidar com as próprias emoções. Tem gente que aguenta bem dor física. Outros, psicológica. Tem gente que teme o novo. Tem gente que teme ficar no mesmo lugar sempre. Se adoro novidade , posso não entender alguém que receia uma mudança radical. Mas muitas vezes não nos damos conta de que também temos medos. Muitas vezes não percebemos de que ficar no mesmo emprego, com o mesmo estilo de vida nos aterroriza.

Tem gente que critica quem muda de escola, de faculdade, de cidade , de país pois está infeliz. Tem gente que diz que estas pessoas não têm resiliência. Desistem facilmente. Mas quem garante que quem persiste não é por medo do novo? Não estou afirmando que seja. Cada caso é um caso. E cada história de vida deveria ser respeitada sem mimimi.

Precisamos parar de achar e dizer que o nosso drama é sempre maior, a nossa mente é mais lúcida, a nossa crença é mais verdadeira. Cada um tem as suas verdades. E ninguém deveria agredir nem criticar ninguém por pensar diferente. O problema não está na diferença. O problema está na falta de respeito com as diferenças. Todo mundo pode pensar como quiser, mas que aprenda a expressar-se com cordialidade.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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