cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Dez filmes para quem não tem preguiça de pensar- parte 7

Neste ponto da nossa trajetória, não me sinto mais na obrigação de alertá-lo para os perigos e paras as delícias que você encontrará nos filmes a seguir. Hipoteticamente já vimos a um filme juntos e tomamos a nossa xícara de café.


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Cena do filme Perdas e danos

Vamos a mais dez títulos preciosos?

1. Perdas e danos, de Louis Malle

Mesclando adultério, incesto e traição em família, Louis Malle pinta um retrato triste da inevitabilidade do desejo, de como somos arrastados por ele mesmo contrariando os nossos valores, mesmo cientes das suas possíveis consequências devastadoras.

2. O açougueiro, de Claude Chabrol

Uma visão humana e sensível de um psicopata, que descobre no amor o seu melhor lado, mas que apesar dele não consegue fugir à sua própria natureza.

3. Viridiana, de Luis Buñuel

Filme extremamente irreverente que defende a inutilidade da caridade cristã. Antes de se revoltar contra Buñuel e o filme Viridiana, assista-o para entender o ponto de vista do cineasta.

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Cena do filme Viridiana

4. Fale com ela, de Pedro Almodóvar

Embora não considere Fale com ela um dos melhores filmes de Almodóvar ( bem comportado demais) ele vale a pena ser assistido porque mexe com um tema bastante tabu, ao descrever o incondicional amor de um enfermeiro por uma paciente em coma.

5. Os incompreendidos, de François Truffaut

Uma espécie de Pixote, a lei do mais fraco num estilo mais delicado. Se a tradução fosse coerente, o filme em Português se chamaria Os 400 golpes. 400 aparece como um número simbólico. Uma forma diferente de dizer Os infinitos golpes.

6. Brilho eterno de uma mente sem lembrança

Com uma temática que remete à Alan Resnais, mas com um estilo mais colorido, Brilho eterno mergulha nos temas do tempo e da memória para falar sobre o amor sob um viés bem filosófico.

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Cena do filme Fale com ela

7. Ano passado em Marienbad, de Alan Resnais

Filme extremamente hermético em que os temas do tempo e da memória são investigados profundamente.

8. A árvore da vida, de Terrence Malick

Filme extremamente filosófico que, por meio de um drama familiar, nos faz refletir sobre a essência da vida.

9. Decálogo, de Kieslowski

Série de 10 médias-metragem ( cerca de 50 minutos cada) mostrando a peculiar visão do falecido cineasta polonês sobre os dez mandamentos da lei de Deus. Uma série extremamente vigorosa e melancólica simultaneamente.

10. Lua de fel, de Roman Polanski

Uma visão cruel sobre o fim do amor romântico e as suas trágicas consequências quando não aceitamos bem o seu término. Um filme que mostra com maestria comportamentos perversos.

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Cena do filme Lua de fel


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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