cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Senso comum tem limites

O senso comum tem o seu valor. O problema é quando ele assume a posição dianteira na linha de pensamento. Por ser pouco rigoroso, ele pode induzir a preconceitos, fórmulas fechadas demais ou até mesmo equivocadas. O senso comum em excesso pode fechar possibilidades e fazer negar aquilo que não é compreensível num primeiro momento. O senso comum pode limitar o pensamento e fechar o olhar. Toda e qualquer questão apresenta muitos ângulos e mentes criativas, curiosas, que combinam variadas formas de saber tendem a mergulhar mais fundo nos mistérios da vida, nas obscuridades da existência humana.


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Sabemos que existem quatro formas de entender o mundo: o senso comum, o teológico, o filosófico e o científico. A ciência virou o novo dogma do século XXI sendo encarada como a primordial ou única forma de saber. Porém, tem questões que a ciência provavelmente nunca vai explicar e a Teologia e a Filosofia continuarão ocupando o seu lugar no mundo.

A Ciência utiliza provas enquanto que a Teologia se baseia na fé. A Filosofia fica entre o empirismo científico e o dogmatismo teológico. A Filosofia se baseia no exercício da inteligência para deduzir o que não pode ser comprovado.

Historicamente falando, a Filosofia deu um passo rumo à ciência pois ao não se contentar com a fé pura e simples, abriu espaço para uma nova forma de compreender o mundo mais precisa. Temos também o senso comum, que seria uma espécie de primeiro tratamento da ciência, uma versão não sistematizada do pensamento científico. O senso comum também se baseia na experiência e vai passando de geração em geração. Mas como não utiliza métodos rigorosos pode levar a conclusões frágeis.

O senso comum tem o seu valor. O problema é quando ele assume a posição dianteira na linha de pensamento. Por ser pouco rigoroso, ele pode induzir a preconceitos, fórmulas fechadas demais ou até mesmo equivocadas. O senso comum em excesso pode fechar possibilidades e fazer negar aquilo que não é compreensível num primeiro momento. O senso comum pode limitar o pensamento e fechar o olhar. Toda e qualquer questão apresenta muitos ângulos e mentes criativas, curiosas, que combinam variadas formas de saber tendem a mergulhar mais fundo nos mistérios da vida, nas obscuridades da existência humana.

Quem carrega dentro da cabeça uma tabela com conceitos preestabelecidos e muito rigidamente solidificados tende a criar mais preconceitos e restringir as possibilidades da vida. Devemos evitar qualquer sistema de pensamento que feche a mente para novos olhares, outras leituras. Quem consegue ler as mensagens de forma inusitada, captando elementos sublimares, associando conteúdo e forma e decifrando informações em sentidos opostos, tende a ser alguém mais inteligente, mais interessante e mais apto a se enfronhar nos mais variados debates.

A truculência que encontramos atualmente em comentários da internet demonstra bem que o excesso de informações sem uma lapidação intelectual gera pessoas pseudo informadas, pseudo preparadas para discutir questões, trazer novos pontos de vista à tona ou simplesmente confirmar os antigos. A grande e constante exposição a tantos textos tanto verbais como visuais e sonoros cria a ilusão de que somos uma geração mais antenada e bem preparada para o pensamento. Informação em excesso sem intelecto desenvolvido é o mesmo que entregar uma arma carregada a alguém que está surtando.

Sim, senso comum é bom até certo ponto. Senso comum deixa de ser bom quando ele começa a trancar o sistema de pensamento e nos fazer reproduzir simplesmente o que nos foi passado pela tradição, mas sem conhecer as suas raízes.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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