cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

10 filmes para quem não tem preguiça de pensar-parte 18

Esta lista traz opções variadas, mas todas bem instigantes e intrigantes. É reflexão na veia para todos os gostos.


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Cena do filme Drácula de Bram stoker

A décima oitava parte da lista começa com um filme de terror. Mais especificamente um filme de terror romântico: gênero raro e muito instigante. Como diria o personagem do cineasta do filme Atame , de Pedro Almodóvar, não existe muita diferença entre amor e terror.

1. Drácula de Bram stoker, de Francis Ford Copolla

Suntuosa versão do romance de Bram stoker, com imagens esteticamente lindas e um clima profundamente assustador e romântico ao mesmo tempo. Gary Oldman está perfeito na pele do atormentado Drácula. O filme nos faz pensar sobre a questão da fé e a intricada dinâmica do amor.

2. À margem da vida, de Paul Newman

Baseado em uma peça teatral de Tennessee Williams, este filme se passa no pós Segunda Guerra Mundial. A trama gira em torno de uma mulher com seu filho e sua filha. Cada um à sua maneira vive à margem da vida. A mulher se ancora nos momentos felizes do passado. O filho se refugia da vida indo ao cinema e a filha extremamente tímida e inábil para tudo que tenta realizar, dedica-se a cuidar de um zoológico de vidro. Um profundo relato sobre a solidão , o desalento e as ilusões.

3. Uma rua chamada pecado, de Elia Kazan

Falando em Tennessee Williams, Uma rua chamada pecado é uma versão mais moralista do texto teatral do grande dramaturgo norte-americano com Marlon Brando e Vivien Leigh nos papeis principais. No pós Segunda Guerra Mundial, mulher sensível, sedutora , bipolar e sem dinheiro se hospeda na casa paupérrima da irmã caçula que está casada com um homem rude, que sente prazer em hostiliza-la. Uma bela metáfora a respeito da reconstrução dos Estados Unidos no pós Segunda Guerra Mundial.

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Cena do filme Uma rua chamada pecado

4. Tristana, de Luis Buñuel

Protagonizado por Catherine Deneuve e Fernando Rey, este filme aparentemente simples de Buñuel, se centra numa inocente jovem órfã que se torna amante do seu tutor e com o passar do tempo vai desenvolvendo verdadeiro horror por ele. Como todo filme de Buñuel que se preze vemos nitidamente a feroz e sagaz crítica às instituições. Neste filme especificamente Buñuel falou da importância do trabalho por vocação e mais uma vez investigou o amor-fou com uma boa dose de escárnio.

5. Milagre em Milão, de Vittorio de Sica

Poético e alegórico filme sobre as injustiças sociais e a falta de lugar no mundo para os mais pobres. O filme se assemelha a uma fábula.

6. A filha de Ryan, de David Lean

Misturando elementos comerciais com artísticos, este incompreendido filme de Lean mostra com extrema sensibilidade e riqueza de metáforas o desabrochar do feminino com sua insaciável sede de amor. O fundo histórico é o conflito entre ingleses e irlandeses na República da Irlanda em 1916.

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Cena do filme A filha de Ryan

7. Paixão de amor, de Ettore Scola

Baseado no romance Fosca, de Igino Ugo Tarchetti , este filme mostra o angustiante assédio que belo e sensível militar sofre por parte de uma mulher extremamente culta e constrangedoramente doente e feia. Ela está obstinada a fazê-lo se apaixonar por ela. Um filme tenso, melancólico, que ressalta a desesperada fome de amor e aceitação, por meio de uma fotografia escura, interpretações vigorosas e enquadramentos intimistas.

8. Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini

Marco do Neo Realismo italiano, Roma , cidade aberta mostra os horrores da Segunda Guerra por meio da rotina de pessoas comuns.

9. Acossado, de Jean-Luc Godard

Verborrágico , levemente cômico e sutilmente claustrofóbico filme , sobre a incomunicabilidade entre homens e mulheres. Um marco da Nouvelle-vague.

10. De olhos bem fechados, de Stanley Kubrick

Retomando o clima fantasmagórico de O iluminado, De olhos bem fechados mergulha sem pudores nas dicotomias da vida a dois e na busca de sensações que façam sacudir a modorra do cotidiano. Um filme soturno, esteticamente belo e tenso, ideologicamente perturbador.

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Cena do filme De olhos bem fechados


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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