cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

15 filmes comerciais que são um show-parte 3

A terceira parte dos grandes filmes comerciais é nitroglicerina pura! Os de coração fraco, preparem-se!


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Cena do filme A morte lhe cai bem

A terceira parte da lista de grandes filmes comerciais promete emoções fortes. Preparado? Começaremos com um aparentemente bobinho, mas altamente instigante se analisado por uma mente curiosa.

1. A morte lhe cai bem, de Robert Zemeckis

Esta comédia de humor negro, abarrotada por efeitos especiais, é muito mais do que um filme tecnológico para fazer rir. Com um elenco de peso, o filme põe o dedo bem fundo numa ferida purulenta e pra lá de dolorida: o pavor que as mulheres têm de envelhecer e as loucuras que são capazes de fazer para se manterem atraentes. A estonteante Isabella Rossellini faz uma versão sexy do diabo que pode ser encarado como uma metáfora do mundo da beleza.

2. Não se mova, de Sérgio Castelitto

Quem acha que a bela Penélope Cruz só faz papeis sexy com tempero bem latino, pode se surpreender com a desafortunada Itália, uma mulher desgraçada pela vida que vai viver um romance intenso e visceral com um médico casado com uma elegante e bela jornalista. O filme é baseado no romance homônimo de Margaret Mazzantini , esposa de Sérgio Castelitto, diretor e ator protagonista do filme. O filme apresenta uma visão poética e niilista das circunstâncias da vida e do seu inevitável caráter trágico.

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Cena do filme Não se mova

3. Verão de 42, de Robert Mulligan

Filme cult de 1971 , com linda música tema composta por Michel Legrand e baseado no primeiro amor do roteirista do filme. Um retrato sensível e melancólico do amor e das marcas deixadas por ele.

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Cena do filme Verão de 42

4. O preço de um prazer, de Robert Mulligan

Apesar da tradução para o Português meio cafona, este filme não tem nada de raso ou brega. Se o título tivesse sido traduzido ao pé da letra seria mais ou menos o seguinte: Amor com uma desconhecida perfeita. Com a linda e ultra sensível Natalie Wood, este filme mostra uma moça pobre que se recusa a casar com o rapaz rico que a engravidou pois acha que ele deseja casar-se com ela apenas para reparar um erro. E ela deseja o amor. Ela deseja ouvir banjos.

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Cena do filme O preço de um prazer

5. A mulher do lado, de François Truffaut

Penúltimo filme do diretor que amava as mulheres, A mulher do lado é protagonizada pela exuberante Fanny Ardant e pelo mega talentoso Gerard Depardieu. Eles vivem um casal de amantes que se reencontram acidentalmente depois de 8 anos sem se verem. Ambos estão casados e felizes. Mas quando se reencontram, toda a paixão e desespero vem à tona. Um filme sobre o complexo universo do amor-fou.

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Cena do filme A mulher do lado

6. Meia-noite em Paris, de Woody Allen

Com linguagem bem mais digerível do que filmes como Descontruindo Harry e Você vai conhecer O homem dos seus sonhos, Meia-noite em Paris é uma crítica poética a respeito das relações convenientes e hipócritas, além de ser uma declaração de amor à Cidade Luz e à utopia em relação ao passado.

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Cena do filme Meia-noite em Paris

7. Vick, Cristina e Barcelona, de Woody Allen

Olhar meio histérico e hiperbólico do jeito de amar espanhol, com bons fundos de verdade. Mais importante do que o triângulo amoroso que se forma entre os personagens de Javier Baden, Penélope Cruz e Scarlett Johansson , é investigar o medroso e inseguro universo íntimo de Vick, uma mulher que quer gozar e não consegue. Enfim, só usufrui do melhor quem se arrisca ao pior.

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Cena do filme Vick, Cristina e Barcelona

8. Para Roma com amor, de Woody Allen

Olhar divertido e poético do ser italiano, com referência a obra do mestre Fellini e muito humor e a carismática participação de Woody Allen como o eterno patinho feio coitadinho. O filme toca em questões bem importantes como o vazio do mundo das subcelebridades e a hipocrisia das relações afetivas.

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Cena do filme Para Roma com amor

9. Era uma vez na América, de Sérgio Leone

Violento e poético filme sobre a formação da máfia italiana nos Estados Unidos e o medo de amar.

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Cena do filme Era uma vez na América

10. Marnie, confissões de uma ladra, de Alfred Hitchcock

Este verborrágico e sutilmente sexy filme mergulha diretamente no mundo da Psicanálise por meio de uma mulher atraente que comete roubos nas empresas onde trabalha e tem verdadeiro horror de ser tocada pelos homens. A atriz Tippi Hedren fez piadas a respeito da personagem Marnie porque ela se recusava a ser tocada pelo marido interpretado por Sean Connery.

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Cena do filme Marnie, confissões de uma ladra

11. Clamor do sexo, de Elia Kazan

Drama psicológico sobre um casal de namorados completamente apaixonado que sofre por não poder fazer sexo antes do casamento. O filme foi realizado em 1960, mas se passa no final dos anos 1920, retratando a quebra da bolsa de Nova Iorque. Um filme que analisa os limites entre sanidade e loucura , a hipocrisia das convenções sociais e principalmente como muitas vezes a família pode estragar relações amorosas.

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Cena do filme Clamor do sexo

12. A amante do rei, de Axel Corti

Baseado em uma personagem histórica, Jeanne de Luynes, o filme retrata com muita sensualidade e melancolia a trajetória de uma linda e espontânea condessa que assume publicamente e sem pudores perante a corte o seu amor pelo marido. O filme se passa no século XVII, um tempo em que os casamentos entre nobres eram feitos por interesses apenas. Jeanne desperta a cobiça do rei do Piemmont, Vittorio Amadeo, que faz de tudo para transformá-la em sua amante e contará com o apoio do próprio marido e sogra da jovem além da ajuda da doce rainha.

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Cena do filme A amante do rei

13. A outra , de Justin Chadwick

Sexy e brutal versão do casamento de Anna Bolena com o rei Henrique VIII. Antes de se casar com Ana, o rei teve um doce romance com Maria, irmã de Ana. Mas ele se apaixona mesmo por Ana , com quem casa e apesar de manipulado por ela, a trata cruelmente.

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Cena do filme A outra

14. Rain man, de Barry Levinson

Sensível filme sobre a relação de um rapaz egoísta e tenso que se humaniza ao conviver com o irmão mais velho que é autista. Esta obra foi premiada com o Oscar de melhor filme e Dustin Hoffman foi escolhido como melhor ator.

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Cena do filme Rain man

15. Ligações perigosas, de Stephen Frears

Baseado no romance epistolar As relações perigosas, de Choderlos de Laclos, o filme se centra em dois nobres cruéis que se comprazem em jogos eróticos e em destruir a reputação de pessoas respeitáveis até que o amor verdadeiro bagunça os planos de ambos. O filme mostra a melancólica vitória do amor sobre o sexo e o poder.

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Cena do filme Ligações perigosas


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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