cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

15 filmes comerciais que são um show-parte 4

A quarta parte da lista de grandes filmes comerciais promete muitas indicações clássicas com atores de peso.


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Cena do filme Tomates verdes fritos

Conciliar elementos comerciais que facilitam o entendimento com uma boa dose de liberdade intelectual é uma arte preciosa. A quarta parte da nossa lista de grandes filmes comerciais apresenta títulos clássicos imperdíveis.

1. Tomates verdes fritos, de Jon Avnet

Este filme foi baseado em um romance que não li. Mas lendo críticas a respeito, descobri a informação que a ambiguidade existente entre as personagens vividas por Mary Stuart Masterson e Mary-Louise Parker não existe no livro. Sim, as duas amigas que abrem um restaurante juntas, onde servem tomates verdes fritos, tem um caso amoroso. O diretor quis pegar leve e deixou a questão subentendida, o que acabou conferindo um charme ao filme. Tomates verdes fritos é acima de tudo um filme sobre a amizade e a capacidade de mudarmos a vida dos outros para melhor.

2. Despedida em Las Vegas, de Mike Figgis

Despedida em Las Vegas mostra a carinhosa e melancólica relação afetiva entre uma prostituta sedenta de amor e um roteirista alcoólatra. Com uma dose cavalar de realismo, o filme mostra que por mais que amemos alguém não podemos salvá-lo se a pessoa não lutar também.

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Cena do filme Despedida em Las Vegas

3.No mundo da lua, de Robert Mulligan

Drama familiar passado nos anos 1950 sobre duas irmãs adolescentes e muito unidas que acabam se apaixonando pelo mesmo rapaz, um arrimo de família.

4. A inocente face do terror, de Robert Mulligan

Filme de terror refinado e psicológico que mostra o drama de um garoto que não suporta a morte de seu maldoso irmão gêmeo.

5. O que terá acontecido a Baby Jane? de Robert Aldrich

Soturno e assustador filme sobre duas irmãs idosas que vivem juntas. Bette Davis interpreta uma mulher que experimentou grande sucesso na infância e depois caiu em decadência até enlouquecer. Joan Crowford vive uma mulher que conheceu a fama na fase adulta até sofrer um acidente e ficar paraplégica. Um terrível filme sobre a disputa feroz entre irmãs e a necessidade enlouquecida de ser reconhecida pelos pais.

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Cena do filme O que terá acontecido a Baby Jane?

6. O estranho que nós amamos, de Don Siegel

Clint Eastwood interpreta neste filme um soldado ianque desertor e sedutor que se refugia em uma escola para mulheres durante a Guerra da Secessão, despertando a paixão da diretora madura, da jovem e sensível professora e de duas alunas, uma ousada garota de 17 anos e uma menina de 12.

7. A malvada, de Joseph L Mankiewicz

Apesar do filme ser protagonizado por Bette Davis, quem faz a malvada do filme é Anne Baxter. Na realidade o título original é All about Eve. Bette Davis interpreta uma atriz veterana e geniosa que serve como trampolim para uma talentosa aspirante à atriz. O filme investiga os bastidores pouco glamorosos do mundo do teatro.

8. Crepúsculo dos deuses, de Billy Wilder

O filme retrata com dureza, melancolia e realismo a decadência de uma atriz veterana que se envolve sexualmente e afetivamente com um jovem aspirante a roteirista.

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Cena do filme Crepúsculo dos deuses

9. A escolha de Sofia, de Allan Pakula

Filme extremamente triste sobre uma mulher que necessita fazer uma escolha dilacerante durante a Segunda Guerra Mundial, o que mudará irremediavelmente sua vida. Estrelado por Meryl Streep, que venceu o Oscar de melhor atriz.

10. A difícil arte de amar, de Mike Nichols

Falando em Meryl Streep, ela protagoniza este realista filme sobre a grande dificuldade de manter a chama do amor romântico acesa no decorrer de um casamento. Um filme para pessoas maduras.

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Cena do filme A difícil arte de amar

11. Um lugar ao sol, de George Stevens

Baseado no romance Uma tragédia americana, Um lugar ao sol mostra um ambicioso e pobre rapaz que se apaixona por uma linda e rica moça interpretada por Elizabeth Taylor. Mas ele já está comprometido com uma humilde operária. O filme mostra sem pudores o quanto pode ser enervante e insuportável os grilhões do dever diante da possibilidade de ser feliz.

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Cena do filme Um lugar ao sol

12. Adeus às ilusões, de Vicente Minnelli

Também protagonizado por Liz Taylor, este romântico e melancólico filme mostra o amor entre um pastor casado e uma pintora pagã. Mais uma obra que revela sem dó nem piedade que amar não basta.

13. Se meu apartamento falasse, de Billy Wilder

Picante e irreverente comédia sobre um humilde funcionário que aluga seu apartamento para os grandões da empresa encontrarem com suas amantes. Ele acaba se apaixonado pela instável amante de um poderoso homem.

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Cena do filme Se o meu apartamento falasse

14. Tarde demais, de William Wyler

Primeira versão do romance de Henry James intitulado A pobre herdeira da Washington Square. Esta versão é menos fiel que a mais recente, mas vale a pena conferir. A trama se passa no século 19 e mostra homem charmoso e boa vida seduzindo uma doce e inexpressiva herdeira. Seu pai não medirá esforços para protege-la, nem que para isso tenha que magoa-la mortalmente.

15. Kramer vs Kramer, de Robert Benton

Neste angustiante filme Dustin Hoffman interpreta um publicitário de sucesso que precisa regredir na carreira para cuidar do filho de cinco anos quando é abandonado pela esposa que já não aguenta mais a rotina sufocante de mãe e esposa.

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Cena do filme Kramer vs Kramer


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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