cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Dez filmes para quem não tem preguiça de pensar- parte 11

Promessa é dívida! Como havia prometido, aqui está a décima primeira parte das indicações cinematográficas para quem gosta de pensar!


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Cena do filme Estômago

1. Estômago, de Marcos Jorge

Estômago é A comilança brasileira. Uma perversa metáfora do ato de cozinhar com o poder.

2. Caché, de Michael Haneke

O senso de crueldade, a marca registrada de Haneke, está fortíssimo neste filme sobre os horrores que atraímos para a nossa própria vida.

3. O silêncio, de Ingmar Bergman

Um retrato feroz e quase desesperado do nojo e da fascinação existentes entre duas irmãs. Falar sobre a precariedade das relações familiares é uma das mais importantes pedras de toque do célebre cineasta sueco.

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Cena do filme O silêncio

4. A noite , de Antonioni

Um retrato nu e cru sobre a incomunicabilidade entre homens e mulheres. Sob o ponto de vista do cineasta do tédio, as mulheres eram muito mais lúcidas do que os homens.

5. O sopro do coração, de Louis Malle

Uma inusitada e extremamente poética e delicada visão de um dos temas mais embaraçosos e complicados: a relação incestuosa entre mãe e filho.

6. A mulher do tenente francês, de Karel Reisz

Interessante análise dos limites tênues entre a vida real e a ficção. Um mergulho erótico no sinestésico trabalho dos atores.

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Cena do filme A mulher do tenente francês

7. Madame Bovary, de Claude Chabrol

Versão sensível, realista e profunda do drama da desafortunada Emma Bovary, uma das mais célebres anti-heroínas da literatura universal. Quem a interpreta não é ninguém mais nem minguém menos que a intrigante Isabelle Huppert.

8. Propriedade privada, de Joachim Lafosse

Falando em Isabelle Huppert, ela protagoniza este instigante filme sobre uma simbiótica e obsessiva relação entre mãe e filhos. Propriedade privada se refere à casa onde eles moram e à figura materna.

9. Estrelas da Ursa maior, de Luchino Visconti

Melancólico e trágico filme sobre a decadência da aristocracia, a classe a qual Visconti se centrou com maestria por fazer parte dele. O filme mostra as consequências de um amor incestuoso entre irmãos.

10. Gata velha ainda mia, de Rafael Primot

Um delicioso pingue-pongue entre Regina Duarte e Barbara Paz. Um dialogo mordaz sobre as precárias possibilidades da vida enquanto que o diretor brinca com as diversas possibilidades narrativas. Regina Duarte como você nunca viu. Maravilhosa como sempre.

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Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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