cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Dez filmes para quem não tem preguiça de pensar-parte 14

Na décima quarta parte da nossa perigosa listinha, simbolicamente falando, nós já tomamos várias xícaras de café juntos e acendemos um cigarro. A conversa promete adentrar a madrugada.


9be41f55-b013-4361-8648-e3526ad7af7c.jpg

Cena do filme A pele de Vênus

1. A pele de Vênus, de Roman Polanski

Filme em estilo teatral que brinca com os limites entre ficção e realidade ao mostrar um diretor e escritor fazendo um teste com uma atriz inusitada e bem talentosa. Conforme a trama vai se desenrolando, vida e ficção começam a se embolar, tornando-se uma coisa só. Polanski fez uma declaração de amor às mulheres meio revoltada, pois o que encanta os homens nas mulheres é o que os ultraja.

2. Instituto de beleza Vênus, de Tonie Marshall

Falando em Vênus, vale ressaltar o filme francês que mostra uma esteticista e massagista que deseja loucamente se relacionar sem se relacionar. Por ter sofrido muitas decepções, ela deseja apenas a parte boa dos namoros, sem os seus complexos e intricados jogos emocionais. Mas um homem atraente e bem mais jovem do que ela tentará arrastá-la para tudo aquilo que ela mais teme.

3. As invasões bárbaras, de Denys Arcand

Cáustico filme centrado em um grupo de amigos que apoia um dos membros na sua decisão de cometer suicídio assistido, depois de tentar se reconciliar com o seu passado. O filme tece uma feroz crítica ao sistema de saúde canadense. As invasões bárbaras é a continuação do filme A queda do Império americano.

aib02.jpg

Cena do filme As invasões bárbaras

4. Tempos modernos, de Charles Chaplin

Divertido filme sobre o modo de vida , como diria um aluno, efeito manada. De forma leve , Chaplin bota o dedo fundo na feridas ao mostrar os efeitos deletérios de uma vida repetitiva e sem criatividade e autonomia de pensamento. Um filme extremamente político.

5. Dispara, de Carlos Saura

Cruel filme sobre uma mulher brutalmente violentada que decide se vingar de seus agressores. Mais uma dura metáfora de Saura para revelar as marcas deixadas pelo Franquismo mesmo 18 anos após o seu término.

6. Persona, de Ingmar Bergman

Também conhecido como Quando duas mulheres pecam, este verborrágico filme de Bergman mostra a estranha relação entre uma enfermeira e uma atriz que ficou catatônica após ter um surto. A enfermeira que deveria cuidar da atriz, acaba fazendo confidencias à mesma, o que gerará consequências que quebrarão o silêncio da atriz.

persona31.jpg

Cena do filme Persona

7. Nação Fast food, de Richard Linklater

Crítico filme sobre uma rede de lanchonetes que está vendendo hambúrgueres contaminados com coliformes fecais. Um funcionário da rede começa a investigar o porquê da contaminação, fazendo o espectador se deparar com uma triste realidade social que faz parte das sociedades e empresas que visam simplesmente o lucro.

8. Jámon jámon , de Bigas Luna

Primeira parte da trilogia ibérica do falecido cineasta catalão Bigas Luna. Neste filme, Luna revela metaforicamente, por meio de um triângulo amoroso, o contexto da Espanha franquista.

9. Ovos de ouro, de Bigas Luna

Segunda parte da trilogia ibérica. O mais erótico dos três filmes, Ovos de ouro se centra no período que sucedeu o fim do Franquismo, revelando todo um modo de vida histérico e estridente, fruto de quase 40 anos de repressão. Ovos de ouro se referem aos testículos do protagonista que faz grandes conquistas na vida por meio da sua sexualidade.

10. A teta e a lua, de Bigas Luna

Terceira e mais poética parte da trilogia ibérica. Este filme simboliza a Espanha livre do Franquismo, em que a sexualidade e o amor são vividos com muito mais naturalidade. O filme conta com uma interessante dose escatológica, típica da cultura espanhola.

1994---cena-do-filme-a-teta-e-a-lua-do-diretor-espanhol-bigas-luna-1365253419444_956x500.jpg

Cena do filme A teta e a lua


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/cinema// @obvious, @obvioushp //Sílvia Marques
Site Meter