cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Dez filmes para quem não tem preguiça de pensar- parte 15

Chegamos à décima quinta parte da nossa lista e 150 também é um número bem emblemático. Mas as sugestões não pararão por aqui. Por isso trate de colocar mais água para ferver e acomode-se confortavelmente em nosso sofá imaginário.


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Cena do filme Meu amor de verão

1. Meu amor de verão, de Pawel Pawlikowski

Poético filme sobre o romance entre duas garotas que levam vidas bem diferentes , mas que possuem dois grandes pontos em comum: são irreverentes e anticonvencionais. Amores de verão são como chuvas de verão: intensas e breves.

2. Chat, a sala negra de Hideo Nakata

Soturno filme sobre um rapaz desajustado e maldoso que manipula por uma sala de bate papo adolescentes frágeis, induzindo-os a causar danos em suas vidas.

3. Atame, de Pedro Almodóvar

Se você deseja ver uma comédia romântica que foge aos melosos padrões tradicionais, Atame vai literalmente te prender. O filme mostra um sexy jovem desajustado interpretado por ninguém mais ninguém menos do que Antônio Banderas obcecado por uma ex atriz pornô a ponto de sequestra-la e mantê-la presa em seu próprio apartamento até ela se apaixonar por ele.

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Cena do filme Atame

4. A festa de Babette, de Gabriel Axel

Dinamarca, século XIX. Babette , uma grande chefe de cozinha parisiense passa a viver em um vilarejo da Dinamarca, na casa de duas senhoras caridosas que a acolhem depois de fugir de seu país na época da repressão à Comuna de Paris. Depois de muitos anos cozinhando uma simples sopa todos os dias para as suas protetoras, Babette ganha na loteria e prepara um jantar muito especial para os moradores do vilarejo. Um filme que mostra o ato de cozinhar como arte e a boa mesa como uma forma de comunhão.

5. O grande ditador, de Charles Chaplin

Grande sátira a Hitler e ao nazismo. Chaplin está impagável como o pequeno grande déspota.

6. Morangos silvestres, de Ingmar Bergman

Filme surrealista que mostra a viagem de um professor idoso que vai receber um prêmio. Durante o trajeto, reflete sobre a sua vida , se arrependendo das atitudes que não tomou e do amor que deixou passar.

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Cena do filme A festa de Babette

7. Sociedade dos poetas mortos, de Peter Weir

Poético e filosófico filme sobre o decisivo papel de um professor inspirador na vida de seus alunos.

8. A época da inocência, de Martin Scorsese

Baseado em um romance homônimo de Edith Wharton, A época da inocência não apresenta o caráter sangrento de outros filmes de Scorsese, mas nem por isso é menos violento. A trama gira em torno de aristocratas do século XIX com seus rígidos protocolos morais. Um triângulo se forma entre um jovem advogado, sua meiga noiva( que é bem menos ingênua do que aparenta ser) e a prima da noiva, uma mulher anticonvencional.

9. Coração selvagem, de David Lynch

Frenético filme sobre um casal desajustado , doido e apaixonado em medidas iguais. Adrenalina na veia bem ao estilo de Lynch, mas com um pouco mais de cores e alegria.

10. A professora de piano, de Michael Haneke

Isabelle Huppert protagoniza este intenso filme sobre uma mal humorada pianista que passa a ser assediada por um jovem apaixonado que deseja ter aulas com ela. O filme apresenta o típico senso de crueldade de Haneke somada a uma dose de erotismo perverso.

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Cena do filme Coração selvagem

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Cena do filme A professora de piano.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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