cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Dez filmes para quem não tem preguiça de pensar-parte 16

A décima sexta parte da nossa lista promete emoções fortes e sensações bizarras e desconcertantes. Talvez, o mais adequado no momento seja parar de tomar café e abrir uma boa garrafa de vinho.


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Cena do filme Match Point

1. Match Point, de Woody Allen

Neste cruel e sexy filme, Woody Allen associa ao seu sarcasmo habitual uma dose cavalar de sensualidade. Estabelecendo uma vigorosa metáfora entre a paixão e um jogo, Allen revela de forma nua e crua o poder das conveniências sociais.

2. Em carne viva, de Jane Campion

Um thriller ultra sexy sobre uma professora universitária que se envolve sexualmente com um policial que ela desconfia ser um assassino de mulheres.

3. Eu matei a minha mãe, de Xavier Dolan

Não, não se trata de um filme sobre um jovem psicopata que assassina literalmente a mãe. É um filme com estilo ultra sensível e pessoal que revela a difícil relação entre mãe e filho, apesar do amor que os une.

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Cena do filme Em carne viva

4. Sonata de outono, de Ingmar Bergman

Falando em relações familiares difíceis, mais uma pérola de Bergman. Sonata de outono tem um estilo bem teatral e se centra no tenso diálogo entre mãe e filha. A filha é uma mulher oprimida e ressentida. A mãe, uma pianista talentosa e egóica. O diálogo é conduzido pelas atrizes Liv Ullmann e Ingrid Bergman.

5. Tudo sobre a minha mãe, de Pedro Almodóvar

Com o estilo colorido, catártico e visceral, típico do cineasta espanhol, Tudo sobre minha mãe pega mais leve no quesito erótico para mergulhar profundamente nas relações de amizade e solidariedade entre um grupo bem heterogêneo de mulheres: uma enfermeira boa gente que perdeu o filho recentemente, uma freira grávida, uma atriz homossexual e uma transexual.

6. O castelo, de Michael Haneke

Baseado em uma obra de Franz Kafka este filme pode ser bem cansativo, mas é semiótica na veia. Por meio de uma metáfora, Kafka e Haneke nos fazem mergulhar no intricado e asqueroso jogo do poder burocrático, em que por mais que lutemos, nunca alcançamos o âmago.

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Cena do filme Tudo sobre minha mãe

7. Lucia e o sexo, de Julio Meden

Com o típico estilo sofisticado e poético de Medem, nos deparamos em Lucia e o sexo com uma história complexa, cheia de idas e vindas, toda fragmentada, que vai se juntando e fazendo sentido como peças minúsculas de um quebra-cabeças. Tudo regado a uma boa dose de erotismo.

8. Um método perigoso, de David Cronenberg

Instigante filme que remonta os diálogos entre Freud e Jung nos primórdios da Psicanálise. O filme mostra como a histérica Sabina é curada pela palavra por Jung a ponto de se tornar uma psiquiatra e psicanalista. O filme também mostra o romance entre Sabina e Jung.

9. Meu tio, de Jacques Tati

Poético filme sobre um solteirão de bem com a vida que leva alegria ao seu sobrinho, filho da sua fútil irmã com um rico industrial. De forma leve e otimista, Tati faz uma contundente crítica à sociedade de consumo, toda mecanizada e impessoal, sem lugar para a espontaneidade e os simples prazeres da vida. Um grupo de cães de rua que seguem o tio Hulot servem como uma belíssima metáfora das delícias de uma vida simples.

10. Amor à tarde, de Eric Rohmer

Verborrágico, poético e psicológico filme francês sobre a necessidade de romance na vida de um homem casado.

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Cena do filme Lucia e o sexo


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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