cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Dez filmes para quem não tem preguiça de pensar-parte 9

Começaremos a nossa nona parte da lista hoje com um tema complicadíssimo: amor. Amor mesmo, pra valer. O que a gente costuma chamar de amor suspirando e sorrindo maliciosamente é bem diferente daquilo que veremos no premiado e devastador filme de Haneke.


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Cena do filme Amor

1. Amor, de Michael Haneke

Um realista retrato do amor. Um homem idoso precisa fazer das tripas coração para cuidar sozinho da sua amada esposa que se tornou muito doente e totalmente dependente de cuidados.

2. Menina de ouro, de Clint Eastwood

Um filme duro e realista sobre uma mulher sem muita sorte na vida que tenta o seu lugar ao sol à base da porrada literalmente. Uma profunda e dura reflexão sobre os desafios da vida e a eutanásia sob um viés bastante peculiar.

3. A primeira noite de tranquilidade, de Valerio Zurlini

Filme existencialista que mergulha no vazio da vida e mostra a morte como uma grande benção.

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Cena do filme A primeira noite de tranquilidade

4. Parente é serpente, de Mario Monicelli

Comédia de humor negro, profundamente niilista, sobre os frágeis laços familiares que unem um quarteto de irmãos de meia-idade com os seus dedicados pais.

5. Noite de desamor, de Tom Moore

Filme profundamente melancólico baseado em famosa peça teatral sobre uma mulher que decide morrer pois tudo deu errado em sua vida e ela comunica a sua decisão à mãe que tenta fazê-la desistir de seu projeto. Visão peculiar do suicídio.

6. Os novos monstros, de Ettore Scola, Mario Monicelli e Dino Risi

Filme dividido em nove esquetes que mostra os principais facínoras da sociedade atual. Entre eles estão o clérigo hipócrita, o terrorista e o filho que abandona a mãe num asilo.

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Cena do filme Parente é serpente

7. Três mulheres, de Robert Altman

Jovem tímida, inexperiente e ingênua adota estranho comportamento após passar por um trauma. Uma obra intrigante que mergulha nas várias possibilidades do eu.

8. As bruxas, de Luchino Visconti, Mario Bolognini, Pasolini, Franco Rossi e Vittorio de Sica

Cinco olhares contundentes sobre a figura feminina. A protagonista de todos os episódios é a atriz italiana Silvana Mangano.

9. Esposas em conflito, de Bryan Forbes

Inspirado no romance de Ira Levin ( o mesmo escritor que fez O bebê de Rosemary) , Esposas em conflito mostra de forma fantasiosa e extremamente cruel o desejo masculino de manter as mulheres submissas.

10. Nina, de Heitor Dhalia

Releitura psicodélica de Crime e castigo de Dostoievski. Com uma linguagem sombria, Nina mergulha no universo íntimo de uma jovem desajustada que tenta sobreviver a um mundo cinza e cruel.

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A profunda Sissy Spacek como a mais complexa e enigmática das três mulheres


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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