cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Viver é a mais visceral das artes

Viver com arte é ouvir o próprio coração, é se guiar pela própria intuição. É entender que existem mistérios entre o céu e a Terra. É compreender que existem razões que a própria razão desconhece. É saber que felicidade e tristeza são faces da mesma moeda e que a mesma mão que bate , acaricia. É ver além do óbvio. É buscar um sentido maior para cada atitude, para cada escolha. É ressignificar a própria existência.


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Leona Cavali e José Rubens Chacha como Frida e Diego no teatro

Frida Kahlo e Diego Rivera foram dois pintores mexicanos que faziam sua arte e viviam sua vida com espetacular intensidade. Viver de forma visceral machuca , dói, esfola a alma , deixa os poros abertos para as mais terríveis enfermidades como o tédio, a frieza , a incompreensão ou simplesmente uma vida sem paixão.

Mas não é preciso ser pintor , escritor ou cineasta para fazer da própria vida uma obra de arte. Associamos muito a arte com as intempéries emocionais. Esta associação é muito válida , pois realmente muitos artistas famosos tiveram vidas muito turbulentas no sentido emocional. Mas também podemos encontrar fora da esfera da arte , pessoas capazes de colorir a própria existência com tons gritantes e ferozes. É possível encontrar pessoas capazes de escrever a própria história com ricas metáforas.

Viver de forma visceral, viver de forma artística , independente de se pintar quadros , de se fazer esculturas , escrever livros , compor músicas , dirigir filmes, é viver com autenticidade e intensidade. É buscar o melhor e o pior dentro de si mesmo. É tentar se reconhecer nos pequenos gestos cotidianos e escolher para si o que fala à sua alma.

Viver com arte é ouvir o próprio coração, é se guiar pela própria intuição. É entender que existem mistérios entre o céu e a Terra. É compreender que existem razões que a própria razão desconhece. É saber que felicidade e tristeza são faces da mesma moeda e que a mesma mão que bate , acaricia. É ver além do óbvio. É buscar um sentido maior para cada atitude, para cada escolha. É ressignificar a própria existência.

As pessoas de um modo geral se deixam levar pois remar contra a maré é cansativo e dá trabalho. Remar contra a maré exige uma força e um esforço que para muitos é inútil ou incompreensível. Deixar-se levar parece mais sensato. E talvez o seja. E cabe a cada um esta escolha: navegar de um limite ao outro ou simplesmente existir sem ser triste nem alegre.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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