cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

A luz e a mariposa: uma reflexão sobre o medo do brilho

E quando me refiro aos puros de coração, não estou falando de gente bobinha, morna , sem sal nem pimenta. Não estou falando de gente inexpressiva que sai pelo mundo dizendo frases prontas e melosas para mostrar o quanto é "bom".


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Sabemos que mariposas são atraídas pela luz. E como não ser atraído pela luz? Porém, quando as mariposas se aproximam demais de um foco forte de luz, encantadas por seu brilho, elas se assustam e logo se afastam. Sim, encarar a luz é para poucos. Encarar a luz é para os fortes, para os corajosos e puros de coração.

E quando me refiro aos puros de coração, não estou falando de gente bobinha, morna , sem sal nem pimenta. Não estou falando de gente inexpressiva que sai pelo mundo dizendo frases prontas e melosas para mostrar o quanto é "bom".

Estou falando de gente que encara a vida com coragem, que vive as emoções, que as sorve até a borra , pagando para ver, pagando pelas consequências de seus atos. Estou falando de gente que se dá por inteiro. De gente que não vive de aparências. Que não se submete aos joguinhos sociais por ser mais confortável. Que não abraça a mediocridade por falta de capacidade de fazer ou ser coisa melhor.

Infelizmente, pessoas opacas tendem a se atrair por pessoas luminosas e as perseguem insistentemente e loucamente até poder sentir o calor da luz. Mas quando finalmente chegam perto, não suportam o brilho que tanto desejaram. Percebem que a luz os encanta , mas que não conseguem suportá-la. Que são frágeis demais para encará-la. E que o excesso de luz e calor pode desintegrá-los.

O mais triste e perturbador é que estas pessoas opacas vampirizam os luminosos até deixá-los opacos iguais a eles. Até retirar a vontade de viver vital que é típica dos luminosos. Porém, esta fraqueza espiritual dos luminosos dura pouco tempo, pois brilhar faz parte da sua natureza. Voltar a queimar e a iluminar é o seu destino inexorável. Eles não sabem viver de outro jeito.

A natureza nos fornece poderosos exemplos metafóricos de como se desenrolam as relações humanas. O que cabe a nós é abrir os olhos para vê-los. Não os olhos físicos. Os olhos da alma. Lá no fundo, pessoas sensíveis sabem de tudo mesmo quando acham que não sabem.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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