cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Amor é amor e que ele venha!

Todo amor anticonvencional é um grito de guerra. Todo amor anticonvencional é revolucionário. Pois amor não é adequação. Amor é transformação.


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Imagem do filme Azul é a cor mais quente

Ao ler um post no Facebook , a respeito de pessoas que se manifestam contra o amor gay ... como se houvesse diferença entre amor gay e hetero, me fez pensar na ideia de que todo tipo de amor vale a pena quando é verdadeiro.

O que realmente importa nesta vida é dar e receber amor. O resto é chantili. Acho que ninguém nasceu realmente só para pagar as contas ou fazer sexo casual. Acho que ninguém realmente nasceu só para assistir Netflix. Acho que ninguém nasceu realmente só para ver a vida passar em branco.

Embora o trabalho, o entretenimento e muitas outras coisas sejam bem importantes na vida da maioria das pessoas, lá no fundo, acho que quase todo mundo está esperando por amor verdadeiro. Aquele amor "Tamo junto!" Aquele amor "Nós contra o mundo cruel". Aquele amor que faz a gente se jogar junto com o outro do abismo das possibilidades múltiplas. Sem mas nem poréns.

Neste sentido, os amores verdadeiros entre gays são muito importantes socialmente falando. Porque a gente sabe o nível de pressão psicológica que dois homens ou duas mulheres enfrentam para ficarem juntos. E muitos ficam. Mais do que isso. Muitos vivem felizes, levantando simbolicamente o dedo do meio para uma sociedade que adora cagar regras, mas que quase nada conhece ou entende sobre o amor.

Todo amor anticonvencional é um grito de guerra. Todo amor anticonvencional é revolucionário. Pois amor não é adequação. Amor é transformação. Ao lutarem para viverem o amor , estes pares gays transformam o mundo. E é o preconceito e a intolerância que precisam se adequar.

O mesmo podemos dizer a respeito de outros tipos de casais que se formam. Muitos casais heterossexuais também precisam enfrentar algum tipo de preconceito ou intolerância para ficarem juntos, para assumirem publicamente que estão juntos.

Se formos viver de acordo com o severo olhar social, deixaremos o amor passar, a alegria, o prazer e tudo aquilo que faz uma vida realmente valer a pena. Numa sociedade em que ter é muito mais importante do que ser, as pessoas desperdiçam o melhor do seu tempo em trabalhos que não apreciam, em encontros sociais fúteis, em iniciativas e empreendimentos que visam simplesmente construir uma vida de aparências.

Em uma sociedade que cultua o corpo perfeito, perde-se a alegria de comer e abre-se mão de pequenos prazeres como tomar um banho de mar quando as medidas não são as ideais. Enfim, exibir um corpo perfeito na praia tornou-se mais importante do que curtir um simples e relaxante banho de mar.

Em uma sociedade em que as pessoas estão mais preocupadas em ostentar e arrotar falsa felicidade do que criar amizades e vínculos reais e fortes, tudo o que nos resta é nos fechar no nosso mundo íntimo, sem nos abrirmos para os outros e sem permitirmos que as outras pessoas se abram para nós.

De acordo com um vídeo exibido por uma profissional da área de saúde do hospital Albert Einstein e amplamente divulgado nas redes sociais, inspirado em estudos de uma médica americana , entre os maiores arrependimentos sentidos pelos pacientes terminais estão: terem perdido o contato com amigos, terem ficado pouco tempo com os filhos, terem vivido a vida de acordo com a opinião dos outros e terem deixado o amor passar por medo de vive-lo.

Sim, amor é amor e quando é verdadeiro sempre vale a pena. E que ele venha!


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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