cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Cuidado com aquilo que você deseja: você pode conseguir e se arrepender depois

Este é o problema de encontrar a melhor maneira, a mais certeira de se vingar de alguém. Quando atingimos o coração do outro de forma certeira, o estrago pode ser tão devastador que se torna impossível ter o perdão um dia. Atingir de forma certeira alguém que amamos é como apagar da mente a senha do cofre onde está guardado o seu maior tesouro. Se de repente, em um momento de raiva, foi tão importante machucar alguém, num outro, ter esta pessoa de volta pode ser tão valioso quanto impossível. Este é apenas um exemplo de efeito colateral de quando obtemos o que queremos ou pensamos querer.


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Achamos que conseguir o que queremos é a chave para o sucesso e a felicidade. Até certo ponto é. Mas num estilo bem socrático, as regras possuem exceções e algumas vezes, conseguir o que se deseja pode ser a nossa perdição.

Temos alguns sonhos e projetos de longa data. Coisas que a gente quer há muito tempo. Por outro lado, às vezes, somos dominados por desejos momentâneos, mais caprichos do que desejos propriamente ditos. Quando colocamos muita energia para realizar tais desejos com data de validade próxima, corremos o risco de jogar fora sonhos antigos por uma modinha. Por alguma coisinha que vai ser importante apenas naquele momento.

Quando investimos o melhor da nossa energia naquilo que passa, tendemos a nos desapontar. Quando agimos movidos pelo simples desejo de vingança ou pela necessidade de obter aceitação a qualquer preço, fazemos escolhas erradas. Quando negamos a própria intuição, escolhendo o caminho aparentemente mais cômodo, o sofrimento irá nos apanhar na primeira esquina. E se ele não estiver na primeira , estará na segunda ou terceira. Em algum momento ele vai chegar para nos dizer que não existem caminhos fáceis nem escolhas indolores.

Viver é pancadaria no duro. Ou toma-se coragem para lutar contra os dragões do medo, do comodismo, da hipocrisia para se obter o melhor ou entrega-se ao medo, ao comodismo e à hipocrisia para evitar conflitos e afundar na mediocridade e infelicidade.

Sim, tome cuidado com aquilo que você deseja porque você pode conseguir e se arrepender depois. Você pode ver na próxima esquina que você lutou por algo que te faz sofrer, que te impede de alcançar o que realmente você deseja.

Este é o problema de encontrar a melhor maneira, a mais certeira de se vingar de alguém. Quando atingimos o coração do outro de forma certeira, o estrago pode ser tão devastador que se torna impossível ter o perdão um dia. Atingir de forma certeira alguém que amamos é como apagar da mente a senha do cofre onde está guardado o seu maior tesouro. Se de repente, em um momento de raiva, foi tão importante machucar alguém, num outro, ter esta pessoa de volta pode ser tão valioso quanto impossível. Este é apenas um exemplo de efeito colateral de quando obtemos o que queremos ou pensamos querer.

Em nome do poder , da fama, do dinheiro , muitas pessoas abrem mão de sua própria vida, de sua subjetividade. Abrem mão daquilo que lhe é mais caro e importante. Para dar uma vida materialmente confortável à família, abre-se mão da própria família. Para ter uma boa aceitação social, sacrificam-se os próprios ideais. Sacrifica-se o próprio coração.

Em nome de mesquinharias, excesso de orgulho, preconceitos, deixa-se o amor passar e com ele a alegria de viver. Em nome de protocolos sociais , deixamos de usufruir das coisas mais simples e banais da vida, que lá no fundo são as mais importantes.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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