cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Podem me chamar de ciumenta, mas ex boa é ex morta

Não acho doentio ou paranoico um homem ou uma mulher sentir ciúmes de ex-parceiros do namorado/namorada que vivem ligando, que vivem se fazendo presentes, curtindo fotos em redes sociais, mandando cartões em datas festivas , chamando para um café. Não acho que seja doentio se sentir incomodado com um ex que se faz ainda presente no meio onde o namorado/namorada circula.


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Foto da série Lili, a ex

Acalmem-se caros leitores! Não defenderei neste artigo que namoradas e esposas saiam que nem loucas pelas ruas como o maníaco da serra elétrica decepando a ex do parceiro.

Mas, não posso negar que, ex boa é ex morta simbolicamente falando. Sabemos que cada pessoa que passa por nossa vida deixa marcas. Algumas boas. Outras , nem tanto. Algumas nos ensinam valiosas lições. Podem nos ensinar realmente no bom sentido do termo ou podem nos ensinar por meio da dor.

Não temos como deletar da mente quem um dia foi importante para nós, quem nos fez sorrir e até gargalhar até perder o ar. Quem nos fez chorar até soluçar. Não temos como deletar quem um dia amamos ou imaginamos amar ou simplesmente gostamos.

Mas, quando entramos em uma nova relação, o passado deve ficar no passado. Ninguém precisa virar inimigo de ninguém. Ninguém precisa mudar de calçada ou virar a cara se encontrar o ex ou a ex na rua. Por outro lado, ninguém precisa ficar se derretendo em beijinhos , abraços e votos de felicidade quando esbarra com o ex já estando acompanhado.

Não acredito nesta história de grande amizade depois de um namoro ou casamento. Pessoas que falaram sobre amor um dia, pessoas que fizeram amor e viveram todas as cumplicidades típicas de um casal, que vão desde assistir a uma sessão de cinema de mãos dadas até passar o fio dental na frente do parceiro, não viram grandes amigos do dia para a noite. Tornam-se no máximo conhecidos civilizados. Se depois de um namoro, uma grande amizade floresce , na verdade , nunca houve amor para valer de nenhuma das partes. Eram apenas amigos ao som de "nosso amor a gente inventa".

Portanto, não acho doentio ou paranoico um homem ou uma mulher sentir ciúmes de ex-parceiros do namorado/namorada que vivem ligando, que vivem se fazendo presentes, curtindo fotos em redes sociais, mandando cartões em datas festivas , chamando para um café. Não acho que seja doentio se sentir incomodado com um ex que se faz ainda presente no meio onde o namorado/namorada circula.

Atualmente , as pessoas morrem de medo de não parecerem civilizadas ou maduras e preferem demonstrar um sentimento de superioridade que muitas vezes não existe, que muitas vezes é falacioso. Obviamente , cada caso é um caso. Mas de um modo geral, ex boa é ex morta, principalmente quando ela já causou estragos na vida da parceira atual.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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