cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Existe algo de indissolúvel no amor

Muitos destes casais que se entendem e se complementam em muitos aspectos podem enfrentar problemas sérios de convivência como qualquer outro casal, principalmente se eles não se encaixarem nos tais padrões sociais e passarem a sofrer pressões variadas. Sim, casos de amor verdadeiro sofrem muito mais ataques de sabotadores do que casais que não se amam para valer. Quem inveja um casal de conveniência? Um casal de conveniência já é um casal fadado ao fracasso, mesmo que permaneça junto por tempo indeterminado.


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Cena do filme O morro dos ventos uivantes

Sim, existe algo de indissolúvel no amor. Um núcleo duro. O cerne. Algumas relações amorosas podem não fazer muito sentido para quem acredita fielmente nos padrões estipulados pela sociedade, para aqueles que acreditam que 90% de um relacionamento se baseia na conveniência.

Sim, existe algo de indissolúvel entre duas pessoas que se amam e que muitas vezes não podemos enxergar a olho nu. Existe uma estranha e quase mágica conexão entre alguns casais que conseguem se entender de uma forma quase milagrosa. Um completa a frase do outro. Um percebe o aborrecimento do outro mesmo que este aborrecimento não seja vigorosamente expresso. Um capta prontamente as regras propostas pelo outro nos intricados jogos do amor.

Muitos destes casais que se entendem e se complementam em muitos aspectos podem enfrentar problemas sérios de convivência como qualquer outro casal, principalmente se eles não se encaixarem nos tais padrões sociais e passarem a sofrer pressões variadas. Sim, casos de amor verdadeiro sofrem muito mais ataques de sabotadores do que casais que não se amam para valer. Quem inveja um casal de conveniência? Um casal de conveniência já é um casal fadado ao fracasso, mesmo que permaneça junto por tempo indeterminado.

Muitas vezes, diante das mesquinharias cotidianas, das inúmeras e implacáveis imposições sofridas por todos aqueles que nos cercam, o amor vai despencando em queda livre. Mas é aí que reside a diferença entre um casal que se ama para valer e outro que apenas se curtia ou estava matando o tempo a dois. Existe um núcleo duro , algo indissociável no amor de verdade. E apesar das dificuldades cotidianas, a tendência é que o casal se mantenha junto ou volte a ficar junto depois de pequenas separações.

O tempo e a convivência vão mudando os sentimentos e as relações da mesma formam que mudam a nós mesmos. Como diria Heráclito..."Ninguém desce o mesmo rio duas vezes". Porém, quando duas pessoas se amam, apesar das transformações operadas pelo tempo e pelos encontros e desencontros da vida, algo resiste. Algo permanece imutável.

As amizades coloridas, os amores de conveniência, as paixonites fogo de palha se transformam com o tempo e as experiências de tal forma que se tornam irreconhecíveis. Não é à toa que rimos sozinhos quando pensamos em alguns ex parceiros afetivos, tentando descobrir, tentando lembrar o que nos uniu a eles um dia.

Este núcleo duro do amor verdadeiro é o que faz algumas relações sobreviverem à intrigas, preconceitos, inveja , ciúmes, dificuldades de ordem prática, ofensas e distanciamentos ocorridos em momentos de crise. Entrar no meio de um casal desta espécie é o mesmo que tentar lutar contra as forças da natureza. É o mesmo que querer controlar as tempestades, os maremotos e terremotos. É o mesmo que querer impedir que os vulcões entrem em erupção. É o mesmo que querer controlar as marés e as fases da lua.

O amor verdadeiro é o quinto elemento. Lutar contra ele ou tentar destruí-lo é se colocar entre um fogo cruzado. Não importa o quanto duas forças da natureza se digladiem. Elas serão sempre complementares e poderosas juntas.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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