cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Lá no fundo, a gente quer mesmo é ser querido...

Sem amor, sem amizade , sem acolhimento, sem compreensão , sem cumplicidade, o que nos resta? De que adianta muito saber , se não podemos sentir coisas boas? De que adianta falar bem, se não podemos expressar o carinho que temos pelas pessoas? De que adianta realizar conquistas , se não podemos tocar o coração de ninguém?


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Sim, lá no fundo a gente quer mesmo é ser querido, acolhido, amado, compreendido, aceito, acarinhado, reprendido com cuidado, com amor.

A gente quer ser pego no colo, afagado, beijado no rosto, na boca , na alma. A gente quer falar qualquer coisa e ver nos olhos do outro que ele nos entende. A gente quer se lançar em abraços sem fim, quentes , macios , aconchegantes. A gente quer chorar as tristezas da vida em ombros amigos. A gente quer dar risada à toa com alguém só por nos sentirmos felizes. A gente quer dormir abraçado, fazer planos em conjunto, sentir que a nossa presença é importante, sentir que as pessoas depositam a confiança delas em nós.

Sem amor, sem amizade , sem acolhimento, sem compreensão , sem cumplicidade, o que nos resta? De que adianta muito saber , se não podemos sentir coisas boas? De que adianta falar bem, se não podemos expressar o carinho que temos pelas pessoas? De que adianta realizar conquistas , se não podemos tocar o coração de ninguém?

De que adianta sermos elegantes , se somos frios , se não aquecemos nem iluminamos a vida das pessoas? De que adianta realizar metas , se nós só construímos muros e quebramos toda e qualquer ponte que vemos pela frente? De que adianta sermos inteligentes , habilidosos ou belos se não conseguimos nos solidarizar nem emocionar com nada? Se não conseguimos nos alegrar com os prazeres simples, se não conseguimos cativar as pessoas , inclui-las em nossa vida?

Sim, já dizia Jung "Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro". Tennessee Williams já dizia que ninguém valia nada antes de ser amado. George Arnold afirmou: "Na raiz de quase todas as misérias materiais e, sobretudo, morais, está uma falta de amor, uma fome de afeição que não foi satisfeita.”

Sim, se sentir acolhido , querido e incluído na vida das pessoas é a maior e mais preciosa riqueza que podemos conquistar. Nos sentirmos ligados pela afeição e não pelos interesses materiais é a mais emocionante das bençãos. Sermos amados em vez de temidos é uma das grandes alegrias que podemos sentir. Quem consegue dar e receber amor , sabe que este é o sentido da vida. Que o resto é lucro. O resto dá um brilho a mais. Mas o essencial é se conectar com as pessoas , sentindo e sendo alvo das mais variadas formas de amor.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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