cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Não dê explicações para quem já tem uma opinião fechada

Quem quer realmente dialogar , usa uma linguagem amena , amigável, faz perguntas de fato. Não disfarça opiniões radicais e taxativas por meio de perguntas retóricas. Não cita as palavras do interlocutor como forma de ironia ou de agressividade. Não finge não entender para criar polêmica pela polêmica e de quebra arranjar um motivo para brigar.


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Acho que a vida é dialética e sua essência é o diálogo, a troca de ideias. Concordar ou discordar do ponto de vista de alguém não me parece questão tão importante.

Complicado é lidar com gente que quer obrigar os outros a concordar com todos os seus pontos de vista. Complicado é lidar com gente que agride quem não pensa exatamente da mesma maneira. Mas pior do que agredir quem discorda de nós , é fingir interesse em dialogar. É se esconder atrás de um vocabulário pomposo para ofender , para desqualificar o outro, para tentar impor a sua visão de mundo custe o que custar , doa a quem doer. Complicado é lidar com gente que faz perguntas mas, na verdade não espera uma resposta. Espera apenas um gancho para cutucar , ofender , destilar veneno e amargura.

Infelizmente , muitas pessoas sublimam suas frustrações existenciais ou cotidianas vomitando pseudo verdades , agredindo quem passa por seu caminho de forma indiscriminada.

Tentar explicar algo para quem não quer entender ou ao menos respeitar é o mesmo que tentar enxugar gelo. É perda de tempo total. É perda de energia. Só serve para desgastar , estressar , roubar um tempo e uma energia que poderíamos utilizar em mil outras tarefas divertidas ou instrutivas.

Quem quer realmente dialogar , usa uma linguagem amena , amigável, faz perguntas de fato. Não disfarça opiniões radicais e taxativas por meio de perguntas retóricas. Não cita as palavras do interlocutor como forma de ironia ou de agressividade. Não finge não entender para criar polêmica pela polêmica e de quebra arranjar um motivo para brigar.

Cada vez mais , me parece , que a natureza humana , talvez, não seja assim tão complexa de se entender. Quando falamos de sentimentos e relações interpessoais , não somos não tão diferentes assim...sim, temos necessidades psicológicas distintas , mas algumas diretrizes existem. Algumas reações podem indicar determinados tipos psicológicos. Algumas condutas se referem a determinados tipos de personalidade.

Uns são mais extrovertidos . Outros , mais introvertidos. Algumas pessoas são mais idealistas. Outras , mais práticas. Tem gente que prioriza o amor. Tem gente que prioriza a carreira. Tem gente que prioriza a maternidade/paternidade. Mas todos nós amamos , odiamos , nos irritamos, nos estressamos, sentimos medo , sentimos solidão, alegria. Todos nós reagimos de uma forma estressante diante de uma vida frustrante, com falta de afeto.

Todo agressivo e autoritário é no fundo um grande esfomeado de amor e compreensão. Quem não é amado nem compreendido, dificilmente poderá oferecer o que não tem, o que não conhece. Sim, o melhor a se fazer diante de alguém que quer brigar sem motivo é se calar. Não no sentido de afrontar. No sentido de cortar o fluxo das energias pesadas e negativas que só servem para estressar e entristecer as pessoas.

Independente do posicionamento religioso/espiritual de cada um, devemos evitar entrar em conflitos desnecessários , que nada agregam e que só roubam a nossa energia. Faz bem para a saúde física e mental deixar falando sozinho quem nada verdade só quer falar sem se preocupar em estabelecer uma comunicação verdadeira.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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