cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Deixe o passado ir...

Muitas vezes nos agarramos a um amor antigo que deu errado para evitar as possíveis dores e decepções de um novo amor. Ás vezes nos agarramos inutilmente a ideia de que o nosso tempo de ser feliz já passou para fugir de uma alegria que não conseguimos suportar. Pode soar estranho, mas nem sempre estamos preparados , nem sempre somos fortes e corajosos o bastante para suportar as alegrias de uma vida nova, de um amor renovador , de possibilidades inesperadas.


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O atual post é quase que um mantra para mim mesma , pois deixar o passado ir foi sempre uma tarefa homérica para mim. Pessoas com temperamento mais nostálgico tendem a se agarrar às glórias e às tristezas do passado. Costumam viver de lembranças, tanto das alegres como das amargas que corroem o coração.

Dizer adeus ao passado exige um desprendimento enorme , uma capacidade de reinvenção comovente. Admiro profundamente quem consegue fechar portas sem olhar para trás. Embora sejamos constituídos por nosso passado, a vida caminha para frente. Às vezes, podemos lembrar do passado para evitar algumas esparrelas. Sim, aprendemos com o passado se tivermos maturidade emocional e sensibilidade para absorver a mensagem essencial de determinadas experiências.

Porém, cada situação que vivenciamos é única. Se o passado nos oferece diretrizes para evitarmos determinados caminhos , por outro lado, nenhum fato ocorrerá de forma idêntica em nossa vida e o que pode ter dado errado no passado, pode dar certo no presente e vice-versa.

Mas em alguns momentos deixar o passado ir é quase uma questão de sobrevivência. Ou nos agarramos ferozmente ao que passou ou vivemos o presente. Pensar no passado não chega a ser um problema. O perigo acontece quando deixamos de viver o presente para remoer o passado, para ruminar tudo o que deu errado e usar as mazelas de outras experiências para se fechar para tudo aquilo que está por vir.

Muitas vezes nos agarramos a um amor antigo que deu errado para evitar as possíveis dores e decepções de um novo amor. Ás vezes nos agarramos inutilmente a ideia de que o nosso tempo de ser feliz já passou para fugir de uma alegria que não conseguimos suportar. Pode soar estranho, mas nem sempre estamos preparados , nem sempre somos fortes e corajosos o bastante para suportar as alegrias de uma vida nova, de um amor renovador , de possibilidades inesperadas.

Falamos muito sobre a felicidade, mas lá no fundo, temos medo dela. Para muitos , ser triste é mais simples, é mais orgânico. Somos mais livres e destemidos quando somos tristes pois não temos nada a perder. Como diria um amigo querido sobre o amor , falo sobre a felicidade. Para ele , amar era estar diante de um abismo. Para mim, amar e ser feliz é estar diante de um abismo...mas , talvez, não veja muita diferença entre amar e ser feliz. Para mim, felicidade sem amor é conforto, bem estar. Amor sem felicidade ainda é amor.

Sim, às vezes precisamos deixar o passado ir com um beijo suave no rosto. Sem mágoas. Sem ressentimentos, para que tudo que está por vir possa invadir e tomar a nossa vida, nos fazendo construir um presente mais bonito, que se tornará um passado digno de ser recordado.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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