cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

A deliciosa sensação de se conectar com as pessoas

Existem ainda aqueles que até gostam, mas não conseguem compreender as nossas necessidades e sentimentos mais profundos e delicados, que não conseguem perceber que estão nos ferindo e nos fazendo sofrer por meio de gestos aparentemente bobos e sem importância, por meio de conexões com pessoas que nos machucaram brutalmente e nos proporcionaram um sofrimento praticamente insuportável. Sim, é difícil abrir totalmente o coração para alguém que diz nos amar , mas que ama também o nosso pior inimigo.


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Cena do filme O casamento de Muriel: amizade intensa ressignifica a vida da protagonista

Talvez, nada faça melhor para a saúde do que estabelecer vínculos afetivos reais e fortes. Talvez, nada nos proporcione mais equilíbrio emocional e forneça mais ferramentas para superarmos as crises da vida do que encontrar calor e aconchego no colo das pessoas. Talvez, não haja nada mais importante do que construir vínculos, deixando por onde passamos um pouco da nossa história, um pouco de nós mesmos e levando um pouco dos outros conosco.

Somos um mosaico de tudo que experimentamos, experienciamos, sentimos , pensamos. Da mesma forma que quanto mais lemos, estudamos, viajamos , aprendemos, passamos por experiências inusitadas, nos tornamos pessoas com bagagens maiores , nos tornamos mais interessantes também conforme vamos estabelecendo relações afetivas.

As relações afetivas verdadeiras ( não as meramente sociais) nos proporcionam um sentimento de segurança e pertencimento. Se não nos sentimos pertencentes a lugar algum ou necessitamos frequentar assiduamente um ambiente onde nos sentimos um a mais ou um estranho, começamos a nos entristecer, começamos a sentir efeitos da nossa falta de pertencimento por meio da nossa saúde física.

Sim, nem sempre é possível se conectar com as pessoas. Nem todo mundo se abre para nós. Muita gente se restringe a ser bem educada e não conseguimos ir além de uma polidez social. Há também aqueles que fingem gostar da gente para evitar conflitos, mas que não preenchem nossa fome de amor porque lá no fundo não entregam o coração.

Existem ainda aqueles que até gostam, mas não conseguem compreender as nossas necessidades e sentimentos mais profundos e delicados, que não conseguem perceber que estão nos ferindo e nos fazendo sofrer por meio de gestos aparentemente bobos e sem importância, por meio de conexões com pessoas que nos machucaram brutalmente e nos proporcionaram um sofrimento praticamente insuportável. Sim, é difícil abrir totalmente o coração para alguém que diz nos amar , mas que ama também o nosso pior inimigo.

Por outro lado, as decepções sofridas e a falta de conexão com algumas pessoas não devem servir de pretexto para nos fecharmos e nos isolarmos. O amor raquítico oferecido por algumas pessoas não deve roubar a nossa fé em amores, amizades integrais e conexões profundas.

Se sentimos que não recebemos o carinho e a amizade incondicional que merecemos receber, não devemos nos ressentir e sim continuar buscando na multidão, pessoas que realmente sintam a necessidade de se ligar a nós da forma mais profunda possível.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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