cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Seletividade emocional

Muitas pessoas passam anos e anos em uma mesma carreira odiando o que fazem, se queixando o tempo todo e consideram tal atitude normal porque para elas trabalhar é chato. Será mesmo? Se o mundo é cheio de possibilidades , por que alguém precisa trabalhar três décadas em algo que odeia?


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Cedo ou tarde, chega um tempo em que nos tornamos mais seletivos em todos os âmbitos. Chega um tempo em que não se aceita mais qualquer emprego, em que não se aceita qualquer tipo de parceria afetiva só para dizer que não está sozinho. Chega um tempo em que determinados tipos de pessoa e atitudes não cabem mais em nossa vida.

Quando mais jovens e inexperientes, tendemos a nos abrir mais para experiências variadas pois estamos na fase do input. Precisamos acumular informações para que sejamos capazes de decidir o que serve e o que não serve para nós.

Conforme vamos amadurecendo, vamos percebendo que muitas coisas consideradas muito boas para a maioria , não servem para nós. Apertam demais ou ficam frouxas. O tecido agride a pele , a cor não combina com a nossa alma.

Sim, nem tudo que é cool ou legal para muita gente nos faz feliz. Muita coisa que está aí , em alta, pode ser uma grande chatice para nós. Remar contra a maré é tarefa árdua, mas necessária para quem deseja uma vida menos protocolar e mecânica . Para quem busca um sentido maior no próprio cotidiano.

Muitas pessoas passam anos e anos em uma mesma carreira odiando o que fazem, se queixando o tempo todo e consideram tal atitude normal porque para elas trabalhar é chato. Será mesmo? Se o mundo é cheio de possibilidades , por que alguém precisa trabalhar três décadas em algo que odeia?

Muitas pessoas ficam ligadas a parceiros que detestam durante anos e anos porque pensam que casamento é isso mesmo: ofensas mútuas , desprezo, sexo meia boca ou inexistente. Será mesmo?

Muitas pessoas acabam perdendo o melhor do seu tempo com compromissos sociais fúteis , com amigos que na verdade não são amigos, com tarefas dispensáveis se adotássemos um estilo de vida mais autêntico.

Conforme vamos envelhecendo com maturidade, descobrimos que não é possível agradar todo mundo, que nem tudo que está na moda combina com a gente , que tentar forçar amizade é perda de tempo, que amor gostoso é amor que flui, que carinho e atenção não se pedem, que por mais que nos esforcemos , algumas cicatrizes nunca somem completamente e é preciso aprender a viver com elas, que por mais que nos esforcemos, algumas relações não dão certo e encerrá-las é o mais salutar para as duas partes, que trabalhar pode ser muito bom sim se fizermos algo que nos encanta, que é preciso olhar para dentro de si se quisermos uma existência mais significativa.

Pessoas que acumularam muitas experiências e se debruçaram sobre elas , analisando-as tanto racionalmente como afetivamente , têm melhores possibilidades de encontrarem na maturidade um estilo de vida mais conectado com suas aspirações mais verdadeiras e profundas.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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