cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Você tem fome de quê?

Sim, uma vida que vale a pena ser vivida deve ser saboreada com apetite, com ideais , com senso de prazer e liberdade. Uma das coisas mais tristes é descobrir na maturidade que abortamos cada um de nossos sonhos sem ao menos tentar realiza-los. Que deixamos de aproveitar bons momentos com a família e amigos por excesso de trabalho. Que deixamos de fazer o trabalho a qual fomos vocacionados. Que deixamos o amor passar por medo de receber um não, por medo de sofrer.


00-thelma-e-louise-papo-de-cinema.jpg

Cena do filme Thelma e Louise

Você tem fome de quê? Sempre lembro da célebre música de Arnaldo Antunes quando penso nos nossos mais variados apetites. O que nos apetece? O que nos faz acordar de manhã? O que nos faz explodir numa risada louca no meio do metrô?

O que nos faz perder a noção da hora, mandar tudo à merda, o que nos faz sentir que de alguma forma misteriosa e vaga a vida tem seus encantos e vale a pena?

O que nos faz acreditar , que apesar dos pesares, que apesar das loucuras alheias e das nossas próprias loucuras ( as que nos fazem sofrer mais) a vida nos reservou algum quinhão de alegria e distinção no mundo?

Não importa o que move cada um. Não importa o que acende o pavio da alma de cada pessoa que circula por aí, cheia de expectativas, frustrações e desejos. Não importa qual encanto cada pessoa tenha e o que e quem torna possível o brilho pessoal de cada um vir à tona, ressignificando tudo ao redor.

Não importa se as pessoas encontram inspiração nas artes , no trabalho, na maternidade/paternidade, no amor, numa habilidade exercida apenas nos finais de semana. Não importa o que você ama apaixonadamente . Não importa se é uma pessoa , um trabalho, uma ideia. O importante é descobrir o próprio apetite , deixar a alma salivar , acender o pavio da alma e iluminar o próprio caminho e por que não o das pessoas próximas e queridas?

Sem apetite por nada a vida vira sopa rala , comida sem sal. Não tem graça. Até dá para suportá-la. Mas como disse uma grande amiga, não devemos nos contentar em aguentar a vida. Devemos vivê-la da melhor forma possível.

Sim, uma vida que vale a pena ser vivida deve ser saboreada com apetite, com ideais , com senso de prazer e liberdade. Uma das coisas mais tristes é descobrir na maturidade que abortamos cada um de nossos sonhos sem ao menos tentar realizá-los. Que deixamos de aproveitar bons momentos com a família e amigos por excesso de trabalho. Que deixamos de fazer o trabalho a qual fomos vocacionados. Que deixamos o amor passar por medo de receber um não, por medo de sofrer.

Sim, a vida que vale a pena ser vivida exige de nós uma coragem descomunal. Uma energia incrível. Mas comumente, para obtermos o melhor , precisamos nos arriscar ao pior. É a lei da vida.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// @obvious, @obvioushp //Sílvia Marques