cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Evite pessoas que te machucam gratuitamente

Pessoas que machucam gratuitamente , muitas vezes, surgem em nossa vida de maneira inofensiva , com um semblante meigo e palavras doces, o que torna certas ferroadas ainda mais dolorosas. Mais dolorosas porque são inesperadas.


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Cena do filme Uma rua chamada pecado, de Elia Kazan

Como diria a personagem Blanche Dubois da peça teatral Um bonde chamado desejo, existe apenas uma coisa imperdoável: a maldade gratuita e deliberada. Gosto imensamente deste pensamento. Esta frase é de uma lucidez assombrosa , partindo-se do pressuposto de que Blanche é uma personagem psicótica.

Sim, não existe nada pior do que ferir por ferir. Não existe nada pior do que magoar uma pessoa que nunca te faz mal. Pior ainda é ferir gratuitamente e de forma proposital quem sempre demonstrou por nós afeto verdadeiro. É mais do que maldade. É burrice.

Sabemos que no movimento frenético da vida , na busca de nossos objetivos e desejos , corremos o risco de vez ou outra "atropelarmos" alguém. Às vezes, nem percebemos ou vamos nos dar conta semanas , meses , anos depois. Às vezes, a gente fala demais, comete gafes , é desatencioso pois está cheio de problemas. Às vezes, a gente não ajuda porque não temos realmente condições de ajudar.

O problema é desprender tempo e energia para fazer mal a alguém que nunca nos prejudicou, motivado por sentimentos mesquinhos , que podem variar de uma simples inveja até a uma tendência sádica.

Pessoas que machucam gratuitamente , muitas vezes, surgem em nossa vida de maneira inofensiva , com um semblante meigo e palavras doces, o que torna certas ferroadas ainda mais dolorosas. Mais dolorosas porque são inesperadas.

Pessoas que sentem prazer em machucar gratuitamente são como vírus e bactérias. Estão por aí. Não podemos evitar que elas entrem em nossa vida. Porém, quando percebemos suas reais intenções , não devemos insistir na convivência com as mesmas. Não precisamos pagar na mesma moeda. Me parece que quem precisa magoar sem motivo já deve ter o seu quinhão de tristeza. Provavelmente , são pessoas que estão muito mal com elas mesmas. Mas também não temos a obrigação de manter contato, de conviver , de alimentar uma amizade e um carinho que apenas nós sentimos.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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