cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Como é gostoso deixar para lá coisas chatas

Como é gostoso olhar para a cara daquele colega que sempre fez de tudo para tirar a nossa paciência e dizer que não precisa mais daquele emprego, que tem outros projetos. Projetos pessoais. Gente ligada ao status quo, gente que segue à risca o script social detesta quem tem projetos pessoais.


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Ai, como é gostoso deixar para lá coisas chatas! Como é gostoso pegar a bolsa e sair sem olhar para trás de empregos insuportáveis. Como é gostoso olhar para o rosto de um chefe tirano e se demitir para abrir um negócio, fazer uma pós ou trabalhar em outra empresa.

Como é gostoso olhar para a cara daquele colega que sempre fez de tudo para tirar a nossa paciência e dizer que não precisa mais daquele emprego, que tem outros projetos. Projetos pessoais. Gente ligada ao status quo, gente que segue à risca o script social detesta quem tem projetos pessoais.

Como é gostoso dizer não para freelas mal pagos, em que a maior competência é exigida do profissional e a remuneração vem 3 meses depois, mediante muita cobrança. Como é bom dizer para quem te fez passar o maior sufoco que não aceita pegar outros trabalhos no mesmo esquema. Que não se sujeita a trabalhar no mesmo esquema.

Como é gostoso virar para aquele professor azedo e dizer que vai ter o seu TCC orientado por outro docente. Como é gostoso deixar aquele grupo da faculdade preguiçoso ou autoritário demais se virar e fazer aquele trabalho super estimulante sozinho.

Como é gostoso recusar convites pagação de mico. Como é gostoso sair no meio de uma festa com gente que se acha , sem dar nenhuma desculpa. Como é gostoso não depender das migalhas oferecidas por gente que cobra caro demais para fazer um pequeno favor.

Como é gostoso se olhar no espelho e dizer para si mesmo: "Eu não preciso e não vou passar por isso".

Obviamente , nem sempre podemos ou conseguimos jogar fora tudo aquilo que nos oprime ou magoa. Mas na medida do possível, deveríamos exercitar a nossa autonomia e a nossa capacidade de selecionar o que não cabe mais em nossa vida. Infelizmente , na nossa sociedade extremamente injusta e consumista , cada vez mais as pessoas estão enredadas em esquemas de vida sufocantes, que incluem trabalhos quase escravos, tempo livre quase inexistente e a necessidade de aparentar e ter uma série de itens que na verdade não fazem muita diferença em nossa vida.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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