cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

O que espero de 2017

Enfim...a vida é uma caixinha de surpresas. A gente nunca sabe realmente o que acontece para o nosso bem ou para o nosso mal. Notícias aparentemente felizes podem trazer consequências tristes no futuro. Notícias aparentemente más , podem ser a nossa salvação. Como se diz...tem coisas que nós não perdemos. Tem coisas as quais a gente se livra. Por tal razão, aprendi a desconfiar das coisas boas e a relativizar as más. Quer dizer , estou aprendendo. É um processo longo aprender a olhar para tudo com mais calma , sem grande euforia ou desespero.


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Certos clichês de fim de ano me incomodam um pouco porque sinto que muitos transmitem votos de felicidade de forma mecânica , protocolar , desapaixonada.

Outra coisa que me incomoda: a crença de que o novo ano será completamente diferente do anterior. Ok.Ok.Ok. Concordo que a mudança de ano provoca um efeito psicológico que nos estimula a nos renovar. Para mim, este é o lado mágico do réveillon: a força que brota de dentro de nós mesmos. Não existe "magia" mais poderosa do que a crença de que temos novas possibilidades. Porém, não basta crer. É preciso arregaçar as mangas também e agir.

Sobre 2017 , não fiz grandes planos. Quando mais jovem, estabelecia mil metas. Certa vez, cheguei a anotar em pequenos pedaços de papel tudo que eu queria que acontecesse no novo ano. Dobrei os pedidos e os guardei em uma pequena caixa , no formato de um coração. Quase nada ou nada saiu como eu esperava.

Acho que de um modo geral quase nada saiu como eu esperava em minha vida. Tudo aquilo que mais planejei e com que mais sonhei, não aconteceu ou aconteceu de um jeito diferente. Mas nem por isso deixei de conquistar coisas maravilhosas. Às vezes , lutamos bravamente para obter algo e não conseguimos. Ás vezes , estamos de bobeira e algo incrível cai no nosso colo embalado com papel de presente. Outras vezes , lutamos e conquistamos o que queríamos , mas depois de conseguir , descobrimos que aquela conquista nos trouxe mais dissabores do que alegrias. Conhecem aquele velho ditado popular: "Cuidado com o que você deseja. Você pode conseguir"?

Enfim...a vida é uma caixinha de surpresas. A gente nunca sabe realmente o que acontece para o nosso bem ou para o nosso mal. Notícias aparentemente felizes podem trazer consequências tristes no futuro. Notícias aparentemente más , podem ser a nossa salvação. Como se diz...tem coisas que nós não perdemos. Tem coisas as quais a gente se livra. Por tal razão, aprendi a desconfiar das coisas boas e a relativizar as más. Quer dizer , estou aprendendo. É um processo longo aprender a olhar para tudo com mais calma , sem grande euforia ou desespero.

Em 2017 , desejo apenas coisas simples e profundas. Que nunca falte uma boa companhia para tomar um bom copo de cerveja gelada . Que nunca falte um bom olhar quente por parte daquele que amo.

Que em 2017 , nunca faltem amigos para desabafar quando a vida ficar complicada. Que nunca falte sinceridade e profundidade nas relações mais íntimas. Que não faltem amigos sem noção para bancarmos os ridículos juntos.

Que em 2017 , não falte energia para trabalhar, mas que eu saiba priorizar os momentos de prazer e alegria com aqueles que amo.

Que em 2017, eu tenha o suficiente para pagar as minhas contas e fazer umas pequenas extravagâncias de vez em quando, mas que eu nunca deixe de ser eu mesma pelo dinheiro.

Que venha um 2017 com muitas happy hours, com muitos churras, com muitas pizzas de quarta-feira à noite , com muitos papos intelectuais , muito tempo para leituras instigantes , muitas sessões de cinema cult , muitas taças de vinho entre amigos , muitas confidências imprudentes ao pé do ouvido, com muitos eu te amo na porta do metrô, com muitas piadas sujas e inocentes ao mesmo tempo, muitos jantares românticos , muitos beijos na boca da pessoa amada.

Que a gente se preocupe menos com roupas e sapatos e passe mais tempo despido em momentos de carinho e intimidade. Que venha um 2017 com mais perguntas e menos certezas. Que venha um 2017 com menos planos e com mais plenitude. Que venha um 2017 mais autêntico, mais sexy, mais insano. Que venha um 2017 com muita gente simples e sincera , capaz de nos olhar nos olhos e dizer a que veio ao mundo, com muita gente intensa e afetiva que nos abraça com a alma.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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