cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Siga em frente...sempre tem algo ou alguém à nossa espera

Por tal motivo, não devemos nos desesperar quando a vida fecha portas. Pular janelas pode ser bem divertido. Por tal motivo, a gente não deve se limitar às possibilidades que nos foram apresentadas na infância e na adolescência. Existem muitas maneiras de viver a vida. Não é porque pegamos caminhos diferentes dos trilhados pelos amigos de infância que somos menos felizes.


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Cena do filme Livre

Não há nada mais doloroso do que alimentar um sonho e lutar por ele para depois ver todo o nosso projeto de vida desmoronando como um castelinho de cartas. Não há nada mais doloroso do que ver um sonho negado, um sonho abortado. Não há nada mais doloroso do que querer algo febrilmente e ter que aprender a viver sem este algo.

Porém, sempre tem algo ou alguém à nossa espera , na próxima esquina, na próxima estação do metrô, na próxima etapa da nossa vida. Muitas vezes, quando achamos que mais nada emocionante vai acontecer e que precisaremos nos habituar a uma existência mecânica , algo acontece ou alguém surge para dizer que o jogo ainda não acabou. Que ainda existem lições para aprender. Que ainda existem experiências para vivenciar. Que existem emoções que nunca deixamos de sentir.

Como disse um personagem do filme "Quando o coração floresce" , de David Lean, às vezes, a gente quer comer um ravióli e a vida nos manda um filé. Sim, é difícil querer algo e ter que se adaptar a outra coisa. Mas, às vezes, o plano B vira A. Ás vezes , a gente passa a gostar mais do filé do que do ravióli.

Sempre me lembro de uma vez que queria ir ao cinema com uma amiga assistir ao filme Indochina. Por uma questão de horário, acabamos vendo Perfume de mulher. Saímos extasiadas da sala de projeção. Depois , vi Indochina . Apesar de ter achado o filme bonito, gostei muito mais de Perfume de mulher.

Ás vezes , a gente se apaixona por A , mas é B que nos convida para sair. De repente , a gente quer muito uma coisa porque ela é difícil. Ás vezes, a gente até quer mesmo, para valer, mas não é possível. Mas nem por isso estamos impedidos de conquistar outras coisas tão ou mais interessantes.

Por tal motivo, não devemos nos desesperar quando a vida fecha portas. Pular janelas pode ser bem divertido. Por tal motivo, a gente não deve se limitar às possibilidades que nos foram apresentadas na infância e na adolescência. Existem muitas maneiras de viver a vida. Não é porque pegamos caminhos diferentes dos trilhados pelos amigos de infância que somos menos felizes. Que somos menos inteiros ou dignos. Por tal motivo, não devemos alimentar ideias fixas. Lutar bravamente para realizar sonhos é positivo. O problema é insistir em batalhas perdidas. O problema é não querer entender que a vida segue em frente e que certas pessoas e projetos devem ficar para trás.

Algumas amizades que foram muito boas na meninice perdem o sentido na fase adulta. Alguns projetos de vida que pareciam essenciais aos 20 anos já não são tão maravilhosos aos 30 ou aos 40. Muitas vezes, insistimos em velhos projetos mais por tradição do que por vontade mesmo. Mais para não destoar da maioria do que por desejo de realizá-lo.

Vamos mudando no decorrer da vida e algumas coisas vão ficando sem lugar. Precisamos aprender a abrir mão daquilo que não faz mais sentido para liberar espaço para o novo.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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