cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Ansiedade: a antessala da depressão

O ansioso é alguém angustiado, insatisfeito, que não consegue relaxar , que não consegue usufruir dos momentos, que muitas vezes , não permite que os outros usufruam. A tensão e a falta de satisfação acumuladas podem gerar um quadro grave de frustração. Um quadro sério de prostração, de sentimento de incapacidade diante da vida.


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O diário de Bridget Jones. Bridget acaba cometendo gafes e se colocando em situações constrangedoras pois é ansiosa

Ansioso todo mundo é um pouco diante de uma situação estressante ou quando esperamos uma resposta importante como o resultado de um processo seletivo, por exemplo. Sentir-se um pouco ansioso na véspera de uma viagem internacional, de um evento importante ou quando se marca um encontro amoroso às cegas ou com alguém que desejamos há séculos pode acelerar os batimentos cardíacos de qualquer um. Um suorzinho nas mãos antes de apresentar um trabalho num congresso é normal até mesmo para pessoas acostumadas a falar em público. O mesmo vale para uma entrevista de trabalho ou quando vamos conhecer os pais do namorado/namorada. Em situações em que nos tornamos o centro das atenções, em que nos sentimos analisados e avaliados , a ansiedade é natural.

O problema é quando a ansiedade se torna exagerada a ponto de atrapalhar o desenvolvimento natural dos acontecimentos e atropelar as outras pessoas. O problema é quando a pessoa começa a se sentir realmente agitada diante das menores contrariedades, dos menores imprevistos. O problema é quando as menores e mais banais tarefas do dia a dia se tornam motivo para angústia.

A Era da alta tecnologia estimula comportamentos ansiosos. A possibilidade de entrar em contato com múltiplas informações por meio de um smartphone, a possibilidade de enviar e receber mensagens instantâneas diminui a nossa capacidade para esperar. Se há 30 anos era natural esperar uma semana para receber uma carta , para muitos , atualmente , é intolerável esperar duas horas para receber a resposta de um e-mail ou meia hora para receber uma mensagem via WhatsApp.

A nossa Era fast food , em que as pessoas comem correndo, em que as pessoas comem indo da faculdade para o trabalho ou do trabalho para a faculdade, a nossa Era em que as pessoas desistem de amizades e parcerias afetivas diante do primeiro conflito, em que as pessoas dormem poucas horas por noite porque trabalham cada vez mais , em que é possível acessar diversas mídias ao mesmo tempo, ser ansioso virou quase normal. Mais do que isso: virou quase uma epidemia. Porém, vale ressaltar que ansiedade é um transtorno sério. Muitas vezes é a antessala da depressão. A ansiedade estressa imensamente e do estresse para a depressão o caminho é curto.

O ansioso é alguém angustiado, insatisfeito, que não consegue relaxar , que não consegue usufruir dos momentos, que muitas vezes , não permite que os outros usufruam. A tensão e a falta de satisfação acumuladas podem gerar um quadro grave de frustração. Um quadro sério de prostração, de sentimento de incapacidade diante da vida.

O ansioso se estressa demasiadamente com cada situação nova porque não consegue se sentir apto para os desafios que são próprios da existência humana. Ele se sente engolido pelo novo.

Por tal motivo, diante de uma ansiedade forte e constante , deve-se buscar por ajuda profissional. Não é vergonha alguma pedir ajuda. Diante das dores físicas , não procuramos por médicos?


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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