cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Nem sempre os nossos sonhos se realizam, mas nem por isso deixamos de conquistar coisas maravilhosas

Quando somos muito jovens, achamos que o futuro é uma linha reta. Imaginamos uma idade para cada conquista: o primeiro emprego, o primeiro carro, a compra do apartamento, o casamento, filhos etc etc...mas a vida é surpreendente e criativa e vai nos levando por caminhos inusitados. De repente não deu para comprar o primeiro carro aos 20 anos , mas surgiu a chance de fazer uma viagem incrível. De repente , não foi possível encontrar um emprego bom antes dos 25 anos , mas surgiu a possibilidade de um mestrado numa ótima instituição.


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Cena do filme Livre

Sim, nem tudo o que acontece de bom na nossa vida foi planejado por nós , foi sonhado e desejado por nós. Ás vezes, as coisas simplesmente acontecem. Oportunidades surgem e a gente as agarra por falta de opção melhor. Quando precisamos de dinheiro e não encontramos um trabalho na área , aceitamos o que aparece. Infelizmente o aluguel e a fatura do cartão de crédito precisam ser pagas. Precisamos fazer o supermercado e comer todos os dias, estando realizados ou não profissionalmente.

Às vezes, a questão não é dinheiro. Às vezes , nos sentimos entediados , loucos por uma mudança, por uma reviravolta qualquer em nossa vida e de repente surge a chance de fazer um curso no exterior ou a possibilidade de participar de um projeto voluntário e começamos a reciclar as nossas energias e a nos sentir renovados ao trabalhar com ideias novas , ao conhecer novas pessoas e lugares.

O que começou como um passatempo pode virar uma profissão. Um freela que a gente fez para ganhar uns trocados pode abrir portas para trabalhos maiores. Uma temporada no exterior pode abrir a mente para novos costumes, para novos modos de vida. Um relacionamento amoroso que deu errado pode nos fazer ver que a gente não estava pronto ainda para se relacionar seriamente ou pode nos fazer entender que estávamos apostando no tipo errado de parceiro.

Não quero dizer que a gente tira uma lição importante de cada experiência sofrida. Não digo que tudo de ruim que nos acontece tenha um porquê. O que quero dizer é que muitas vezes coisas que surgem do nada podem funcionar em nossa vida. Fazemos escolhas , mas por algum motivo que não sei explicar , algumas coisas nos escolhem, nos abraçam, nos agarram pelas pernas.

Por tal motivo, muitas pessoas fazem faculdade em uma área e acabam se encontrando e se dando bem numa outra profissão. Por tal motivo, aquele hobbie vivido com paixão no final de semana pode virar um grande negócio. Ás vezes, aquele lanche delicioso que uma dona de casa prepara para os filhos e amigos dos filhos pode ser produzido em alta escala , gerando uma excelente renda. De repente, aquela garota que passava o tempo fazendo artesanato para relaxar , acaba transformando a sua habilidade numa fonte de renda capaz de ajudar no orçamento ou até mesmo de substituir um emprego formal. Por tal motivo, algumas pessoas sempre investem em namorados/namoradas errados/erradas e acabam estabelecendo uma excelente parceria afetiva com um tipo de pessoa que aparentemente não tinha nada a ver.

Quando somos muito jovens, achamos que o futuro é uma linha reta. Imaginamos uma idade para cada conquista: o primeiro emprego, o primeiro carro, a compra do apartamento, o casamento, filhos etc etc...mas a vida é surpreendente e criativa e vai nos levando por caminhos inusitados. De repente não deu para comprar o primeiro carro aos 20 anos , mas surgiu a chance de fazer uma viagem incrível. De repente , não foi possível encontrar um emprego bom antes dos 25 anos , mas surgiu a possibilidade de um mestrado numa ótima instituição.

De repente , a gente não conheceu o nosso atual parceiro afetivo na faculdade , mas a gente esbarrou com alguém muito interessante depois dos 35. De repente não deu para ser mãe ou pai com 30 anos. Só deu perto dos 40...Ás vezes, a gente descobre que aquele baita sonho da juventude , deixou de ser importante na atualidade. De repente a gente percebe que andar de transporte público tem as suas vantagens em relação a ter um carro. Ás vezes, a gente descobre que foi bom ter engravidado apenas depois dos 35 ou ainda que foi muito bom não ter engravidado.

Às vezes, por causa de empregos péssimos que tivemos , surge uma grande ideia para abrir um negócio ou tentar uma área mais instigante. De repente , por causa de uma decepção amorosa , a gente volta a estudar ou passa uma temporada cheia de experiências no exterior ou ainda se dá a chance de conhecer alguém melhor.

Sim, ver planos não concretizados incomoda , angustia. Mas faz parte da vida não ter tudo o que se quer. Faz parte da vida quebrar a cara , se desapontar. O que não podemos fazer é passar a vida toda lamentando e deixar passar coisas bem bacanas que só estão esperando uma pequena chance para entrarem em nossa realidade.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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