cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Até quando precisaremos ouvir o termo homossexualismo? A grande doença social ainda é o preconceito

Orientação sexual não define caráter nem equilíbrio emocional. Da mesma forma que existem heterossexuais amorosos , leais, equilibrados , existem homossexuais com as mesmas características. Da mesma forma que existem homossexuais instáveis psicologicamente, sem condições emocionais para educar um filho ou conduzir uma relação amorosa com maturidade, existem heterossexuais com as mesmas características.


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Até quando precisaremos ouvir o termo homossexualismo? Até quando precisaremos ouvir que as pessoas homossexuais ou homoafetivas não têm condições emocionais para amar e educar uma criança? Até quando vamos julgar as pessoas pelo o que elas fazem entre quatro paredes?

Até quando vamos achar que o amor entre dois homens ou entre duas mulheres vale menos do que o amor entre um homem e uma mulher? Até quando vamos ironizar os homossexuais com piadas sem graça? Até quando homofóbicos vão espancar gays? Até quando vamos nos sentir superiores aos gays? Até quando vamos tratar os homossexuais com a típica complacência que dirigimos às pessoas que consideramos inferiores?

Ninguém é obrigado a gostar nem a concordar com nada. Se lá no fundo do coração, a pessoa acredita realmente que ser gay é algo terrível, ninguém tem nada com isso. É o jeito da pessoa ver o mundo. O problema é quando as pessoas investem energia para tentar destruir quem elas não conhecem, mas imaginam conhecer por meio da visão de outras pessoas que fazem comentários estereotipados e preconceituosos. Infelizmente , a maioria das pessoas que defende a homossexualidade como um câncer social , muitas vezes, não se deram ao trabalho de conviver com gays. Não se deram ao trabalho de conversar com homossexuais num nível mais profundo e pessoal.

Orientação sexual não define caráter nem equilíbrio emocional. Da mesma forma que existem heterossexuais amorosos , leais, equilibrados , existem homossexuais com as mesmas características. Da mesma forma que existem homossexuais instáveis psicologicamente, sem condições emocionais para educar um filho ou conduzir uma relação amorosa com maturidade, existem heterossexuais com as mesmas características.

Se , muitas vezes, os homossexuais demonstram ser muito mais extravagantes do que os heterossexuais é porque ainda eles precisam se impor numa sociedade que os tratam como doentes ou como deturpadores dos bons valores. Da mesma forma que existem gays que querem apenas transar sem se envolver com ninguém, existem muitos heterossexuais , inclusive mulheres , que ironizam quem quer viver uma relação séria. Da mesma forma que existem casais homossexuais que agem de forma inadequada nos espaços públicos , existem casais heterossexuais que também extrapolam. Se existem casais gays que podem educar mal os filhos, também existem milhares de casais heterossexuais que não entendem nada sobre educação infantil. A prova disso é a infinita quantidade de crianças mimadas e irritantes que existem atualmente. A maioria das crianças que faz birra por tudo, que rotula os coleguinhas de escola com apelidos crueis são educados por casais heterossexuais.

Nós não podemos falar sobre equilíbrio e normalidade enquanto continuarmos divulgando e difundindo preconceitos , principalmente entre os menores e mais influenciáveis. Por outro lado, também encontramos exemplos de preconceito e intolerância entre os gays. Vemos também gays rotulando pobres , obesos , pessoas menos inteligentes. Como se diz, o preconceito está aí para ser utilizado por todos ou combatido. É uma questão de opção. Isso sim é uma questão de opção.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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