cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Minha visão sobre uma mulher empoderada

A mulher que acredita que as outras mulheres não possuem liberdade de escolha , de certa forma , subestimam o poder feminino. Defendem as mulheres , mas acreditam que somos inferiores. Sim, é função da mulher empoderada escolher para a sua vida um homem que acredite e pratique os valores de justiça social, que respeite as mulheres, que não as considere fáceis e inferiores só porque gostam de sexo. Que não passem cantadas grosseiras e vulgares só porque elas estão usando uma micro saia no metrô.


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Escolhi para ilustrar este artigo uma imagem da personagem Elle Woods, do filme Legalmente loira , porque esta célebre garota loira , vestida de rosa , com jeito de fútil, se mostrou uma mente brilhante num mundo fechado e cheio de dogmas. Elle Woods mostrou que podia ser gentil, simpática , sociável , extremamente feminina e ao mesmo tempo muito solidária, bem inteligente e dedicada aos estudos.

Elle Woods nos faz revistar os nossos próprios preconceitos. Separamos as garotas inteligentes das garotas que gostam de moda. Confesso com um pouco de constrangimento que eu mesma faço esta separação...

Legalmente loira , apesar de ser um filme extremamente comercial e meio simplista , ele brinca com a questão dos estereótipos e de como somos rápidos para julgar. Mostra também que muitas vezes as primeiras impressões são errôneas, pensamento típico da obra de Jane Austen.

No artigo de hoje , provavelmente , vou botar o dedo na ferida mais uma vez. Tudo bem. Se sentimos dor ou incômodo ao ler um texto é porque ele nos tocou de alguma forma.

Meu texto não é de forma alguma dogmático. É apenas o meu olhar , a minha visão sobre uma mulher de fato empoderada.

Uma mulher empoderada para mim pode ser extremamente gentil e feminina. Pode gostar de ganhar flores e bombons. Não precisa fazer comício só porque o namorado abriu a porta do carro ou puxou a cadeira no restaurante. Uma mulher empoderada diz o que ela gosta de fazer na cama e convida o parceiro para ir ao motel e não vê problema algum em rachar a conta porque ela também sentiu prazer , porque ela também usufruiu da alegria de estar com o homem amado em momentos de extrema intimidade.

Uma mulher empoderada não zomba de um homem romântico e escolhe como parceiro alguém que compartilhe das suas emoções com ela. Uma mulher empoderada sabe que os homens também sofrem e também se sentem inseguros de vez em quando. Que nem sempre estão dispostos a fazer sexo depois de um dia difícil e estressante. Uma mulher empoderada conversa com os homens de igual para igual, mas sem agressividade, sem se colocar na defensiva. Uma mulher empoderada pode ser vaidosa , mas investe em sua vida profissional e no seu aprimoramento intelectual. Uma mulher empoderada deseja . Não é simplesmente um objeto do desejo.

Uma mulher empoderada sabe que apesar das injustiças que as mulheres sofrem na vida social, odiar os homens não é solução para os nossos problemas. Uma mulher empoderada não se faz de vítima nas relações amorosas. Muitas mulheres desprezam homens carinhosos, honestos e compreensivos, preferindo os déspotas e depois reclamam das consequências. Para muitas, se relacionar com canalhas é normal, é quase um destino. Nunca uma escolha. Para muitas , a mulher é sempre inocente e indefesa. Aí, eu me pergunto: onde entra a nossa capacidade de discernir entre o certo e o errado? Onde entra a nossa liberdade de escolha? A nossa inteligência , a nossa sensibilidade, a nossa capacidade de transformar a nossa vida?

A mulher que acredita que as outras mulheres não possuem liberdade de escolha , de certa forma , subestimam o poder feminino. Defendem as mulheres , mas acreditam que somos inferiores. Sim, é função da mulher empoderada escolher para a sua vida um homem que acredite e pratique os valores de justiça social, que respeite as mulheres, que não as considere fáceis e inferiores só porque gostam de sexo. Que não passem cantadas grosseiras e vulgares só porque elas estão usando uma micro saia no metrô.

É função da mulher empoderada ignorar homens que manipulam as mulheres. Homens que consideram as mulheres inferiores , com menor capacidade intelectual. É função da mulher empoderada priorizar os homens que valorizam as mulheres independentes , assertivas e inteligentes, que se encantam diante dos conhecimentos de uma mulher que malha o cérebro, que é capaz de ver beleza e sensualidade em mulheres que não estão dentro dos padrões estéticos estipulados pela sociedade.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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