cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Se você quer viver o amor , evite focar nos pontos negativos do outro

Quem foca nas diferenças, nos defeitos , naquilo que não funciona , jogando para debaixo do tapete as coisas boas que o parceiro faz, provavelmente se sentirá sempre muito frustrado nas relações afetivas. Algumas incompatibilidades são realmente inconciliáveis. Por outro lado, vemos muita gente gastando energia com brigas por conta de pequenas diferenças , por conta de pequenos imprevistos que ocorrem no dia a dia. Perdemos boas oportunidades de ficarmos com a boca fechada. Jogamos luz sobre pequenos problemas , engrossamos o caldo da discórdia, botamos tempero naquilo que deveria ser ignorado em nome de algo maior.



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Pessoas muito críticas, que tendem a priorizar os defeitos do parceiro e deixar em segundo plano as qualidades positivas tendem a ter relacionamentos amorosos mais complicados. Para estas pessoas, o problema é sempre o outro. Para estas pessoas , as relações não são felizes porque o outro deixa a toalha molhada sobre a cama , porque o outro não aprecia o mesmo tipo de filme , porque o outro é desligado, porque o outro é desorganizado, porque o outro não pensa igual sobre todos os temas, porque o outro tem hábitos alimentares diferentes...enfim, porque o outro não é um clone. Porque o outro não atende a todas as expectativas exigentes do parceiro.

Lidar com diferenças não é fácil. Qualquer pessoa adulta sabe disso. Sim, seria maravilhoso se a pessoa amada visse o mundo exatamente como nós vemos, que sentisse a nossa falta exatamente no momento em que estamos com saudade , que estivesse sempre a fim de fazer as mesmas coisas que nós queremos, na hora que queremos. Vamos tomar sorvete? "Vamos!" . "Vamos ver um filme de terror? "Oba!". Mas, às vezes, as respostas não são afirmativas. Às vezes, a pessoa não quer tomar sorvete porque está de dieta ou com dor de garganta. Às vezes, a pessoa não quer ver um filme de terror pois não está no clima.

Obviamente, que se relacionar com alguém muito diferente de nós costuma não funcionar. Sim, precisamos ter afinidades com o parceiro. Mas, por mais que sejamos bem compatíveis com a pessoa amada , em um momento ou outro, esbarraremos com alguma diferença. Esbarraremos com alguma discrepância energética. Sim, nem todos os dias estamos vibrando na mesma frequência do parceiro e é preciso respeitar os momentos em que a pessoa prefere ficar mais calada ou está meio triste ou mais agitada.

Quem foca nas diferenças, nos defeitos , naquilo que não funciona , jogando para debaixo do tapete as coisas boas que o parceiro faz, provavelmente se sentirá sempre muito frustrado nas relações afetivas. Algumas incompatibilidades são realmente inconciliáveis. Por outro lado, vemos muita gente gastando energia com brigas por conta de pequenas diferenças , por conta de pequenos imprevistos que ocorrem no dia a dia. Perdemos boas oportunidades de ficarmos com a boca fechada. Jogamos luz sobre pequenos problemas , engrossamos o caldo da discórdia, botamos tempero naquilo que deveria ser ignorado em nome de algo maior.

Relacionar-se é aceitar , é aprender a se adaptar não ao outro, mas à relação. Quando as duas partes cedem um pouco, os parceiros podem encontrar um meio termo, onde o amor , a cumplicidade e o companheirismo falem mais alto do que algumas pequenas diferenças.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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