cinema pensante

Como um bom filme pode mudar a nossa vida

Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu.

Pode soar estranho, mas algumas pessoas curtem ficar mal

Agredir quem é atencioso e gentil conosco é o mesmo que dar um tiro no próprio pé. Ninguém está livre de ficar muito mal depois de uma perda afetiva ou até mesmo sem motivo aparente. Querer ficar recluso por alguns dias ou semanas depois de uma grande decepção é direito de cada um. O problema é quando a pessoa nunca supera. O problema é quando a pessoa se recusa a ser ajudada e a se ajudar e o sofrimento vira rotina , vira quase uma segunda pele da pessoa.


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Pode soar estranho, mas algumas pessoas não se ajudam e ainda agridem quem tenta ajudá-las. Pode soar estranho, mas tem gente que se acomoda num estilo de vida melancólico, sem alegria, que se afasta das pessoas que sentem por ela um afeto verdadeiro. Muitas pessoas reclamam de falta de vida social, mas nunca estão disponíveis para um café ou um bom bate papo. Muitas pessoas reclamam que não conseguem fazer amizades , mas não se abrem para as pessoas.

Muitas pessoas dizem que querem viver o amor , mas quando percebem que podem se apaixonar, saem correndo. Ou até aceitam se relacionar , mas fazem de tudo para sabotar a relação. Algumas pessoas quando deprimem, optam por procurar ajuda profissional e contam com o apoio moral dos amigos para sair do buraco. Outras pessoas se fecham e se recusam a fazer qualquer tipo de tratamento. Se recusam até mesmo a conviver com quem as ama. Algumas pessoas passam anos dependentes de medicamentos para nunca encararem uma análise. Algumas pessoas se queixam de solidão, mas agridem as pessoas que se disponibilizam a ouvi-las.

Quem nunca já conheceu alguém que reclama por se sentir sozinho e triste , mas quando começamos a dar atenção, a pessoa do nada, simplesmente diz algo rude? Quem nunca conheceu alguém que reclama do isolamento, mas não perde uma oportunidade para criticar quem tenta salvá-lo do ostracismo social? Agredir quem é atencioso e gentil conosco é o mesmo que dar um tiro no próprio pé. Mas , lá no fundo, é o que algumas pessoas querem, mesmo que elas não saibam que elas querem. Lá no fundo, algumas pessoas agridem quem lhes dá atenção porque querem ficar isoladas , querem um motivo para reclamarem.

Ninguém está livre de ficar muito mal depois de uma perda afetiva ou até mesmo sem motivo aparente. Querer ficar recluso por alguns dias ou semanas depois de uma grande decepção é direito de cada um. O problema é quando a pessoa nunca supera. O problema é quando a pessoa se recusa a ser ajudada e a se ajudar e o sofrimento vira rotina , vira quase uma segunda pele da pessoa.

Infelizmente e por mais estranho que soe, algumas pessoas , por alguma razão que desconhecemos , escolhem um estilo de vida marcado pelo isolamento social, pela incapacidade de aprender com as experiências vividas. Depois de grandes perdas e sofrimentos , algumas pessoas descobrem caminhos criativos para a própria vida. Outras pessoas simplesmente se fecham num quarto escuro para sempre, culpando um passado triste e o usando como pretexto para evitarem experiências novas.

Renovar-se faz parte da natureza humana. Alguns levam mais tempo para se curarem de certas dores. Outros levam menos. Mas , mais cedo ou mais tarde nos renovamos de um modo ou de outro. Mas para isso , precisamos querer.


Sílvia Marques

Paulistana, escritora, idealista em crise, bacharel em Cinema, cinéfila, professora universitária com alma de aluna, doutora em Comunicação e Semiótica, autodidata na vida, filósofa de botequim, com a alma tatuada de experiências trágicas, amante das artes , da boa mesa, dos vinhos, de papos loucos e ideias inusitadas. Serei uma atleta no dia em que levantamento de xícara de café se tornar modalidade esportiva. Sim, eu acredito realmente que um filme possa mudar a sua vida! Autora do blog Garota desbocada. Lancei recentemente em versão e-book pela Cia do ebook o romance O corpo nu..
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